- Lindsay Sandiford, britânica de 68 anos, estava no corredor da morte em Bali desde 2012, após 3,8 kg de cocaína serem encontrados em sua bagagem.
- A condenação à pena de morte foi mantida pela Justiça indonésia em 2013.
- Foi formalizado um acordo de repatriação entre Reino Unido e Indonésia, com a transferência prevista após etapas técnicas e administrativas; a saúde grave de Sandiford foi apontada como fator-chave pela parte britânica.
- A transferência pode evitar a execução, conforme autorias britânicas e o Ministério do Interior indonésio.
- Shahab Shahabadi, britânico, cumpre prisão perpétua desde 2014 por tráfico de drogas; o governo indonésio utiliza acordos bilaterais para repatriação de estrangeiros e buscar alívio à superlotação das prisões, com cerca de 530 pessoas no corredor da morte.
Lindsay Sandiford, uma mulher britânica de 68 anos, estava no corredor da morte em Bali desde 2012, após a descoberta de 3,8 kg de cocaína em sua bagagem. O caso, que resultou em sua condenação à pena de morte, foi mantido pela Justiça indonésia em 2013. Recentemente, um acordo de repatriação entre Reino Unido e Indonésia pode permitir que Sandiford evite a execução.
A repatriação foi formalizada em um acordo assinado pela secretária de Estado para Assuntos Exteriores, Yvette Cooper, e o ministro da Justiça indonésio, Yusril Ihza Mahendra. A transferência está prevista para ocorrer após a conclusão de etapas técnicas e administrativas. O estado de saúde de Sandiford, que é considerado grave, foi um fator crucial para a negociação, conforme declarado por Cooper.
Além de Sandiford, outro britânico, Shahab Shahabadi, cumpre prisão perpétua desde 2014 por tráfico de drogas. Ele foi preso em Jakarta após uma investigação que revelou seu envolvimento em uma rede internacional de tráfico. Ambos os casos refletem a severidade das leis antidrogas na Indonésia, onde cerca de 530 pessoas estão no corredor da morte, a maioria por crimes relacionados a drogas.
A Indonésia, sob a administração do presidente Prabowo Subianto, tem enviado diversos prisioneiros estrangeiros para seus países de origem por meio de acordos bilaterais. Essa prática visa aliviar a superlotação nas prisões e responder a apelos internacionais por clemência.
Entre na conversa da comunidade