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Trump pede aos pecuaristas dos EUA que reduzam preços

Trump pede queda de preços da carne bovina nos EUA para estimular demanda e cogita importar mais da Argentina, provocando reação de pecuaristas

Gado na cidade de Tailândia, no Pará
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  • O mercado de carne bovina nos Estados Unidos recebe um posicionamento do presidente Donald Trump, que pediu aos pecuaristas reduzirem preços para estimular compras domésticas, em meio a baixa oferta de gado e tarifas já impactando o setor. O Brasil, maior exportador global, está reduzindo embarques aos EUA, mantendo-se como o segundo maior destino da carne brasileira.
  • Trump afirma que, mesmo com benefícios das tarifas, é essencial ajustar os preços internos, destacando que os consumidores são um fator importante em seu pensamento.
  • O Brasil registrou crescimento significativo nas exportações, especialmente para a China, com alta de 38% em setembro ante o mesmo mês do ano anterior, apesar da queda nas vendas para os EUA.
  • Pecuaristas americanos criticam as declarações, veem risco ao livre mercado e aos lucros caso haja aumento de importações da Argentina, com Colin Woodall, CEO da Associação Nacional de Pecuaristas, dizendo que o plano “cria caos” em momento crítico.
  • Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, minimizou a possibilidade de uma inundação de carne bovina estrangeira no mercado, destacando que não se espera grande volume de importações; a postura é agravada pelo histórico de apoio financeiro do governo a Argentina, o que desagrada agricultores locais.

O mercado de carne bovina nos Estados Unidos enfrenta um novo desafio. O presidente Donald Trump pediu, nesta quarta-feira, que os pecuaristas reduzam os preços para estimular as compras domésticas. A medida ocorre em um contexto de baixa oferta de gado e tarifas que já impactam o setor. O Brasil, que é o maior exportador global de carne bovina, está reduzindo seus embarques para os EUA, mantendo-se como o segundo maior mercado para a carne brasileira.

Trump argumenta que, apesar dos benefícios das tarifas impostas sobre as importações, é essencial que os preços internos sejam ajustados. “Os consumidores também são um fator muito importante em meu pensamento”, afirmou. A situação é complexa, pois, mesmo com a queda nas vendas para os EUA, o Brasil registrou um crescimento significativo nas exportações, especialmente para a China, com um aumento de 38% em setembro em comparação ao ano anterior.

Críticas de Pecuaristas

As declarações de Trump geraram reações negativas entre agricultores e pecuaristas americanos. Muitos enxergam a sugestão de aumentar as importações da Argentina como uma ameaça ao livre mercado e aos seus lucros. Colin Woodall, CEO da Associação Nacional de Pecuaristas, criticou a proposta, afirmando que “este plano só cria caos em um momento crítico do ano para os pecuaristas americanos”.

Além disso, Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, minimizou a possibilidade de uma “inundação” de carne bovina estrangeira no mercado americano, destacando que não se espera uma grande quantidade de importações. A situação se torna ainda mais delicada com o histórico de apoio financeiro do governo Trump à Argentina, o que frustrou muitos agricultores locais que já enfrentam dificuldades devido a conflitos comerciais.

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