- A crise em Gaza permanece após o cessar-fogo de 10 de outubro de 2025; a UNRWA informa estoques de alimento para dois a três meses, mas a entrada de ajuda é muito limitada.
- A UNRWA não consegue enviar convoys para Gaza; suprimentos ficam estocados no Egito e na Jordânia, e apenas 200 caminhões de ajuda chegam, insuficientes.
- O cessar-fogo é frágil; a comunidade internacional precisa se comprometer a consolidar a trégua, que trouxe alívio temporário, mas o caminho pela frente é longo.
- Entre as prioridades estão a distribuição de alimentos, proteção da população e abrigo para o inverno; muitos não têm abrigo e centenas de milhares de crianças precisam voltar à escola.
- Cerca de 80% das escolas e centros de saúde foram danificados ou destruídos; a UNRWA atende 40% das consultas médicas, enquanto a violência na Cisjordânia aumenta e não pode ficar sem atenção.
A situação em Gaza continua crítica, mesmo após o cessar-fogo estabelecido em 10 de outubro de 2025, após dois anos de intenso conflito. Philippe Lazzarini, comissionado geral da UNRWA, alertou que, embora a agência tenha suprimentos alimentares para atender a população por dois a três meses, a entrada de ajuda humanitária na região é extremamente limitada.
Lazzarini destacou que a UNRWA está impossibilitada de enviar convoys para Gaza, onde os suprimentos permanecem estocados em Egito e Jordânia. A passagem de ajuda humanitária é insuficiente, com apenas 200 caminhões chegando, muito aquém do necessário. O comissionado enfatizou que a ajuda deve ser ampliada para atender as necessidades urgentes da população.
Fragilidade do Cessar-Fogo
O cessar-fogo, embora respeitado até agora, é considerado frágil. Lazzarini ressaltou que a comunidade internacional deve se comprometer a consolidar essa trégua, que trouxe um alívio temporário aos gazatianos. “É um grande alívio, mas o caminho à frente é longo e cheio de obstáculos”, afirmou.
As prioridades da UNRWA incluem não apenas a distribuição de alimentos, mas também a proteção da população, especialmente com a chegada do inverno. Lazzarini mencionou que muitos não têm abrigo e que a educação é uma necessidade crescente. “Precisamos que centenas de milhares de crianças voltem à escola”, disse ele, enfatizando a importância de criar um ambiente de aprendizado seguro.
Desafios Humanitários
O impacto do conflito é devastador, com cerca de 80% das escolas e centros de saúde danificados ou destruídos. A UNRWA continua a ser o principal provedor de serviços de saúde na região, atendendo a 40% das consultas médicas. A falta de apoio internacional e a restrição de operações por parte de Israel dificultam a resposta humanitária.
Lazzarini também abordou a situação em Cisjordânia, alertando para a crescente violência e o aumento das mortes, especialmente entre crianças. Ele destacou que, enquanto Gaza recebe atenção, a crise em Cisjordânia não deve ser ignorada, pois a violência de colonos e a impunidade são alarmantes.
A UNRWA enfrenta um desafio monumental em meio a este cenário de crise, buscando soluções para aliviar o sofrimento da população enquanto navega por um ambiente instável e hostil.
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