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Rússia mobiliza reservistas para enfrentar drones ucranianos

Rússia anuncia mobilização parcial de reservistas para proteger infraestruturas estratégicas; pode ser enviada ao exterior

Javier G. Cuesta
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  • O Ministério da Defesa da Rússia anunciou mobilização parcial, convocando reservistas para proteger infraestruturas estratégicas contra a crescente ameaça de drones ucranianos, em meio a ataques aéreos de Kiev.
  • A mobilização não é equivalente à de 2022 e, inicialmente, prioriza hospitais, centrais de energia e redes de transporte.
  • Os reservistas, já vinculados às Forças Armadas, não participarão de operações na Ucrânia; Vladímir Tsimlianski afirmou que a estratégia busca defesa interna, sem intenção de lei marcial.
  • Diretrizes aprovadas permitem o envio de reservistas para fora do país, com possível participação em combates no futuro; a reserva tem capacidade teórica de até dois milhões de efetivos, números reais mantidos em segredo.
  • A medida ocorre junto a exercícios militares das forças nucleares, com Putin supervisionando testes de mísseis; há melhora na liberação de tropas contratadas para o front, enquanto reservistas cuidam da proteção interna.

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou uma nova mobilização parcial, convocando reservistas para proteger infraestruturas estratégicas contra a crescente ameaça de drones ucranianos. Este movimento ocorre em um contexto de intensificação dos ataques aéreos de Kiev, que já causaram danos significativos em bases e refinarias russas. A mobilização, que não se compara à convocação em massa de 2022, visa inicialmente a proteção de hospitais, centrais de energia, e redes de transporte.

Os reservistas, que já serviram nas Forças Armadas e assinaram contratos para permanecer na reserva, não participarão das operações militares na Ucrânia. Vladímir Tsimlianski, subchefe do departamento de organização e mobilização do Estado-Maior, destacou que esta estratégia é uma resposta a uma necessidade urgente de defesa interna, sem a intenção de declarar a lei marcial. A mobilização é um tema delicado para o Kremlin, que até agora manteve um pacto social com os cidadãos, permitindo que aqueles que não se opõem ao governo permaneçam à margem do conflito.

Novas Diretrizes e Implicações

Recentemente, o Ministério da Defesa aprovou diretrizes que possibilitam o envio de reservistas para fora do país, o que pode incluir a participação em combates na Ucrânia no futuro. A reserva das forças armadas russas possui uma capacidade teórica de até dois milhões de efetivos, embora os números reais permaneçam em segredo. Desde a mobilização de setembro de 2022, mais de 300 mil cidadãos foram recrutados, além de centenas de milhares de voluntários atraídos por altos salários.

Além disso, a nova mobilização coincide com exercícios militares surpresa das forças nucleares russas, onde o presidente Vladímir Putin supervisionou testes de mísseis. A situação continua tensa, com a relação entre Moscou e Kiev marcada por conflitos persistentes. As novas diretrizes também indicam um esforço para liberar tropas contratadas, permitindo que estas sejam enviadas para o front, enquanto os reservistas cuidam da proteção interna.

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