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Músicos que fugiram do Afeganistão após invasão Talibã buscam asilo

Qudrat Wasefi, músico afegão, protocolou pedido de asilo nos EUA; redes de refugiados ajudam com vistos, porém as vias seguem lentas

Derek Beckvold (left) and Bob Jordon at the Longy School of Music in Cambridge, Massachusetts.
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  • Em 15 de agosto de 2021, o Talibã invadiu Cabul, fechou escolas de música ocidentais como o Afghanistan National Institute of Music e ameaçou artistas.
  • Músicos afegãos, incluindo Qudrat Wasefi, 22 anos, buscam asilo nos EUA e na Europa; Wasefi protocolou pedido de asilo em Boston.
  • Redes informais de refugiados ajudam com vistos e realocação, mas o processo é lento e muitos permanecem em situação precária.
  • Desafios estão ligados à dificuldade de obter vistos; ex-professores Derek Beckvold e Bob Jordon recebem mensagens de alunos em perigo, com falta de embaixadas abertas em Cabul.
  • Wasefi sonha com o retorno para ensinar música; planeja mestrado na Tufts e atua na Orquestra Livre do Afeganistão, grupo virtual, mantendo contato com a família na vila natal.

Após a invasão do Talibã em Cabul, em 15 de agosto de 2021, a vida de músicos afegãos mudou drasticamente. O Talibã fechou escolas de música ocidentais, como a Afghanistan National Institute of Music (ANIM), e ameaçou artistas. Músicos como Qudrat Wasefi, de 22 anos, lutam para conseguir asilo nos EUA e na Europa.

Wasefi, que se destacou como trompetista, protocolou um pedido de asilo em Boston. Ele é um dos muitos que buscam escapar da opressão do Talibã, que considera a música ocidental ilegal. As redes informais de refugiados têm ajudado com vistos e realocação, mas o processo é lento e muitos ainda permanecem em uma situação precária.

Desafios da Imigração

A situação é alarmante. Wasefi e outros estudantes enfrentam dificuldades para obter vistos, com muitos relatos de amigos que tentaram sair do Afeganistão, mas foram impedidos. Derek Beckvold e Bob Jordon, ex-professores de Wasefi, continuam a receber mensagens de alunos que estão em perigo. Beckvold afirma: “Estamos tendo dificuldades. Não há muitas embaixadas operando em Cabul”.

Os desafios são intensificados pela falta de recursos e apoio. A maioria dos músicos ainda está presa entre a esperança de um futuro melhor e as dificuldades que enfrentam diariamente. As condições de vida no Afeganistão são críticas, com muitos sem trabalho e passando fome.

O Futuro da Música Afegã

Wasefi sonha em retornar ao seu país para ensinar música. Ele planeja se inscrever em um mestrado em Tufts e está trabalhando na Orquestra Livre do Afeganistão, um grupo virtual de músicos refugiados. Apesar das dificuldades, ele continua a manter contato com sua família, que ainda vive em sua vila natal, onde os irmãos cultivam vegetais.

A luta de Wasefi e de seus colegas reflete a resiliência da comunidade musical afegã. Mesmo em meio à opressão, eles buscam maneiras de preservar sua cultura e arte, enquanto esperam por um futuro onde a música possa novamente florescer em seu país.

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