- Bulgária tem até 21 de novembro para decidir entre vender, nacionalizar ou fechar a refinaria Neftohim Burgas, diante das sanções dos EUA a Rosneft e Lukoil.
- A opção de fechamento é considerada inviável por causa da importância da refinaria para o abastecimento interno do país.
- Lukoil mantém operações na região, incluindo a terceira maior refinaria da Romênia e participação na refinaria de Zeeland, na Holanda, com as sanções aumentando a pressão sobre seus ativos.
- Entre as alternativas, está a venda da refinaria, como ocorreu na Itália, ou a nacionalização, semelhante ao que ocorreu com ativos da Rosneft na Alemanha; o governo busca manter a operação para garantir combustível.
- Hungria e Eslováquia ainda recebem petróleo russo; o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse que o país procura formas de contornar as restrições.
A Bulgária enfrenta um dilema crucial em relação à sua maior refinaria, Neftohim Burgas, após a intensificação das sanções dos EUA contra as empresas russas Rosneft e Lukoil. O governo búlgaro tem até 21 de novembro para decidir entre vender a refinaria, nacionalizá-la ou fechá-la, uma opção considerada inviável devido à sua importância para o abastecimento interno.
Desde o veto da União Europeia às importações de petróleo russo, em 2022, Lukoil ainda mantém operações significativas na região, incluindo a terceira maior refinaria da Romênia e uma participação na refinaria de Zeeland, na Holanda. A pressão internacional se intensificou, especialmente após o recente anúncio de sanções que afetam diretamente a capacidade da Lukoil de operar nos mercados internacionais.
Opções para o Futuro da Refinaria
As autoridades búlgaras estão avaliando três alternativas para Neftohim Burgas. A venda da refinaria, como ocorreu na Itália, é uma possibilidade, mas a nacionalização, semelhante ao que foi feito com os ativos da Rosneft na Alemanha, também está em discussão. O primeiro-ministro búlgaro, Rosen Zhelyazkov, reconheceu a necessidade de manter a refinaria em operação, ressaltando a garantia do abastecimento de combustíveis.
O cenário é complicado pela dependência de outros países, como Hungria e Eslováquia, que continuam a receber petróleo da Rússia, apesar das sanções. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, admitiu que seu governo busca formas de contornar as restrições impostas.
Impacto das Sanções
Analistas acreditam que as novas sanções dos EUA podem forçar mudanças significativas na estrutura de propriedade das refinarias russas na UE. A urgência em encontrar soluções legais para transferir o controle a entidades não russas está aumentando. Com a pressão crescente, a possibilidade de uma venda ou nacionalização de ativos russos na Bulgária e na Romênia se torna mais viável, refletindo uma mudança no equilíbrio de poder energético na região.
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