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Nova capital da Indonésia, Nusantara, corre risco de virar cidade fantasma

Nusantara recebe menos financiamento e é rebaixada a capital política; cidade vazia pode tornar-se cidade fantasma e preocupa o meio ambiente

The presidential palace at Nusantara, Indonesia’s new capital. Approximately 2,000 civil servants and 8,000 construction workers currently live in the city, far from the 2030 target of 1.2 million people.
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  • Nusantara enfrenta dificuldades: financiamento estatal caiu de £2 bilhões em 2024 para £700 milhões em 2025; em 2026 foram alocados £300 milhões.
  • A administração de Prabowo Subianto rebaixou a cidade a “capital política”; hoje há cerca de 2.000 servidores públicos e 8.000 trabalhadores da construção.
  • A população prevista para 2030 era de 1,2 milhão, mas a cidade permanece pouco habitada e com grande parte da infraestrutura ainda em desenvolvimento.
  • Pequenos negócios sofrem: proprietários relatam queda de vendas; ambientalistas apontam destruição de mais de 2.000 hectares de manguezais por obras.
  • Perspectivas: autoridades afirmam compromisso financeiro, mas analistas questionam a viabilidade; o governo prioriza o programa de refeições escolares com orçamento de £15 bilhões até 2026, enquanto Nusantara pode se tornar destino turístico caso não se torne uma capital vibrante.

A nova capital da Indonésia, Nusantara, enfrenta sérios desafios que podem comprometer seu futuro. Anunciada como uma solução para os problemas de poluição e congestionamento de Jacarta, a cidade, que deveria abrigar 1,2 milhão de moradores até 2030, agora é vista como uma possível “cidade fantasma”. O financiamento estatal caiu drasticamente, de £2 bilhões em 2024 para apenas £700 milhões em 2025. Para 2026, apenas £300 milhões foram alocados, um terço do solicitado.

A nova administração, liderada pelo presidente Prabowo Subianto, rebaixou Nusantara a uma “capital política”, decisão que foi divulgada apenas recentemente. Atualmente, apenas cerca de 2.000 servidores públicos e 8.000 trabalhadores da construção habitam a cidade, um número muito abaixo do esperado. Apesar da construção de infraestrutura, como hospitais e rodovias, grande parte da cidade ainda está em desenvolvimento.

Impactos Econômicos e Ambientais

A queda no financiamento também afetou os pequenos negócios locais. Proprietários de lojas relatam uma queda acentuada nas vendas, e muitos temem que a cidade se torne um deserto econômico. Dewi Asnawati, proprietária de uma loja, afirma que sua renda caiu pela metade desde a diminuição da atividade. Ambientalistas alertam para os danos ecológicos, com a destruição de mais de 2.000 hectares de manguezais devido a projetos de infraestrutura.

A comunidade indígena local, que vive próxima ao novo capital, também sente os efeitos negativos. Arman, um agricultor da região, menciona que a construção de uma planta de tratamento de água causou inundações e poluição, afetando suas colheitas. Apesar das promessas de melhorias, muitos na comunidade permanecem céticos sobre os benefícios reais do projeto.

Perspectivas Futuras

Embora alguns oficiais do governo, como Basuki Hadimuljono, chefe da Autoridade da Capital de Nusantara, afirmem que o compromisso político e o financiamento estão garantidos, analistas questionam a viabilidade do projeto. A atenção do governo parece estar voltada para outras prioridades, como o programa de refeições escolares, que terá um orçamento anual de £15 bilhões até 2026.

Nusantara pode acabar se tornando um destino turístico em vez de uma nova capital vibrante. Visitantes já percebem a cidade como moderna e limpa, mas a falta de população a torna estranha e silenciosa. O futuro de Nusantara permanece incerto, com a esperança de que a cidade possa, de fato, trazer desenvolvimento e conscientização cultural para a região.

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