- A Tanzânia se prepara para a eleição de quarta-feira, com a presidenta Samia Suluhu Hassan no cargo desde 2021, e a repressão política aumentando com a exclusão de candidatos oposicionistas e mais detenções de críticos.
- Hassan havia afrouxado políticas do antecessor, mas houve recuo recente; críticos do governo têm sido alvo de sequestros, assassinatos e prisões, com relatos de abduções.
- As desqualificações atingem principais legendas oposicionistas, como Chadema e ACT-Wazalendo; organizações internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas, expressam preocupação com violações de direitos humanos, mencionando mais de 200 casos de desaparecimento forçado desde 2019.
- Analistas apontam que, com a exclusão dos principais concorrentes, o partido Chama Cha Mapinduzi (CCM) deve manter vantagem institucional; em 2020, Magufuli venceu com 84,4% dos votos e a oposição teve 13,04%.
- Entre os poucos candidatos autorizados está Salum Mwalimu, do Chaumma, porém com recursos e visibilidade limitados; há mais de 37 milhões de eleitores elegíveis e o pleito pode acender ou restringir resistência civil.
Tanzânia se prepara para um cenário eleitoral tenso, com a presidenta Samia Suluhu Hassan enfrentando seu primeiro teste nas urnas desde que assumiu o cargo em 2021, após a morte de John Magufuli. A eleição, marcada para quarta-feira, ocorre em meio a uma crescente repressão política, com a exclusão de candidatos oposicionistas e um aumento nas detenções de críticos do governo.
Desde que iniciou seu mandato, Hassan havia afrouxado algumas das políticas autoritárias de seu antecessor, mas recentemente houve um recuo significativo. Críticos do governo têm sido alvo de sequestros, assassinatos e prisões. A situação se agravou com a desqualificação de candidatos das principais legendas de oposição, como o Chadema e o ACT-Wazalendo. A expectativa é de aumento da apatia eleitoral e possíveis protestos.
Repressão e Desqualificações
A repressão se intensificou com a proibição de reuniões da oposição e o aumento das abduções. Um caso emblemático foi o sequestro de Humphrey Polepole, ex-embaixador e crítico do governo, que desapareceu no início do mês. Organizações internacionais, como a ONU, já expressaram preocupação com as violações dos direitos humanos, citando mais de 200 casos de desaparecimento forçado desde 2019.
Analistas apontam que, com a exclusão dos principais concorrentes, a Chama Cha Mapinduzi (CCM), partido de Hassan, deve manter sua vantagem institucional. Em 2020, Magufuli foi reeleito com 84,4% dos votos, enquanto a oposição ficou com apenas 13,04%. A administração de Hassan tem enfatizado o crescimento econômico e promessas de melhorias em saúde e educação, mas críticos questionam a viabilidade dessas promessas em um ambiente tão repressivo.
Oposição e Expectativas
Entre os poucos candidatos autorizados a concorrer, está Salum Mwalimu, do partido Chaumma, que promete reformas significativas. No entanto, a falta de recursos e visibilidade torna difícil a competição contra a estrutura consolidada da CCM. Com mais de 37 milhões de eleitores elegíveis, a expectativa é que o pleito traga à tona um novo nível de impunidade ou resistência civil no país.
A situação na Tanzânia se torna cada vez mais crítica, e muitos observadores aguardam ansiosos os desdobramentos desta eleição, que pode definir o futuro político da nação.
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