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Ex-chefe da EPA pede aos EUA que resistam aos ataques de Trump à ação climática

Governos e cidades dos EUA vão a Cop30; estudo aponta redução de até 56% da poluição até 2035 com ações locais e reengajamento federal

Gina McCarthy speaks in Washington DC on 1 April 2022.
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  • Gina McCarthy convocou resistência aos ataques do governo Trump às ações climáticas, destacando a participação de mais de 100 líderes subnacionais na COP30, em dezembro.
  • Estudo aponta que ações locais combinadas ao reengajamento federal podem reduzir a poluição em até 56% até 2035, com emissões dos EUA abaixo dos níveis de 2005; Nate Hultman ressaltou oportunidades em energia, transporte e metano.
  • O senador Sheldon Whitehouse afirmou que é preciso resistir aos ataques e processar a administração por obstrução ilegal, criticando a pressão dos EUA em fóruns internacionais, como a tentativa de bloquear uma taxa global de carbono no transporte.
  • Whitehouse disse que o setor de combustíveis fósseis atua como vilão na crise climática e que empresas usam grupos de fachada para proteger seus interesses; Rachel Cleetus reforçou a obstrução por parte dessas empresas.
  • A ONU divulgou diretrizes para que participantes da COP30 divulguem quem financia sua presença; adesão é voluntária; Whitehouse chamou as orientações de bom primeiro passo e pediu transparência real sobre as partes envolvidas e suas influências.

A ex-administradora da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), Gina McCarthy, convocou uma resistência aos ataques do governo Trump contra as ações climáticas, destacando a importância da atuação de cidades e estados. Em uma coletiva de imprensa, McCarthy afirmou que mais de 100 líderes subnacionais participarão da Conferência das Partes (COP30) em dezembro, reafirmando o compromisso em combater a poluição.

Um estudo recente indica que, com ações locais e um reengajamento federal, é possível reduzir a poluição em até 56% até 2035, colocando os níveis de emissões dos EUA abaixo dos registrados em 2005. Nate Hultman, ex-assessor sênior do Departamento de Estado, ressaltou que existem oportunidades significativas para que estados e cidades avancem nas áreas de energia e transporte, além de mitigar emissões de metano.

Enfrentando o Lobby Fóssil

O senador Sheldon Whitehouse, de Rhode Island, também se manifestou, afirmando que os líderes climáticos devem resistir aos ataques do governo e processar a administração por obstrução ilegal. Ele criticou a pressão exercida pelos EUA em fóruns internacionais, como a recente tentativa de bloquear uma taxa global de carbono sobre transporte.

Whitehouse alertou que o setor de combustíveis fósseis tem atuado como um “vilão” na crise climática, utilizando grupos de fachada para proteger seus interesses. Rachel Cleetus, diretora de política da Union of Concerned Scientists, reforçou que as empresas de combustíveis fósseis têm obstruído o progresso em ações climáticas.

Transparência nas Negociações

A influência do setor de combustíveis fósseis nas negociações climáticas da ONU tem sido amplamente criticada. Desde a aprovação do Acordo de Paris em 2015, o número de lobistas do setor nas conferências climáticas aumentou consideravelmente. Em resposta a essa pressão, a ONU introduziu diretrizes que pedem aos participantes da COP30 que divulguem quem financia sua presença, embora a adesão a essas diretrizes seja voluntária.

Whitehouse descreveu as novas orientações como um “bom primeiro passo”, mas enfatizou a necessidade de uma transparência real sobre as partes envolvidas nas negociações e suas influências. A luta contra a desinformação e a obstrução por parte do setor de combustíveis fósseis continua a ser um desafio central na agenda climática dos EUA e do mundo.

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