- EUA e China anunciaram acordo para reduzir tarifas sobre produtos chineses, de 57% para 47%, com promessa de chegar a 10% no comércio de fentanil, em reunião em Busan, Coreia do Sul.
- Pausa de um ano nos controles de exportação de terras raras e continuidade de medidas para facilitar o comércio entre as duas potências.
- Também houve acordo para pausar tarifas portuárias, retomar compras de energia dos EUA e avançar no comércio agrícola, incluindo tratar de TikTok; Trump indicou viagem à China em abril.
- Trump ordenou testes nucleares dos EUA antes da reunião; o líder americano disse que as negociações foram mais bem-sucedidas do que o esperado.
- Mercados reagiram com cautela; analistas destacaram que a implementação ainda é incerta e que questões sobre tecnologia e Taiwan persistem como potenciais pontos de tensão, com nova reunião prevista para abril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, anunciaram um acordo para reduzir tarifas sobre produtos chineses, marcando um possível desvio na crescente guerra comercial entre as duas potências. As tarifas sobre importações chinesas cairão de 57% para 47%, com um plano para reduzir ainda mais a taxa de 10% em relação ao comércio de fentanil. A decisão foi feita durante uma reunião em Busan, na Coreia do Sul, a primeira entre os líderes desde 2019.
Além da redução de tarifas, o acordo inclui a pausa nos controles de exportação de terras raras por um ano. Esses elementos são cruciais para a indústria de tecnologia e defesa, e sua alavancagem tem sido uma ferramenta significativa na guerra comercial. Trump destacou que a China se comprometeu a combater o comércio ilícito de fentanil, um opioide sintético responsável por um aumento nas mortes por overdose nos EUA.
Avanços Comerciais
Os dois líderes também concordaram em retomar as compras de soja dos EUA e pausar tarifas portuárias, facilitando o comércio agrícola. Trump mencionou que a China iniciará a compra de energia dos EUA, com um grande projeto de gasoduto no Alasca em vista. As negociações foram descritas como um “encontro incrível”, com Trump afirmando que as conversas foram mais bem-sucedidas do que o esperado.
Apesar das boas notícias, a reação dos mercados foi cautelosa. Economistas observaram que, embora a expectativa de um acordo tenha impulsionado os mercados antes da reunião, a implementação real das promessas ainda é incerta.
Desafios Persistentes
Embora o acordo represente um passo positivo, analistas alertam que a trégua pode ser frágil. Questões não abordadas, como a disputa sobre tecnologia e a situação em Taiwan, permanecem como potenciais fontes de tensão. Trump não discutiu o chip Blackwell da Nvidia, que é vital para o mercado de inteligência artificial, e a questão dos testes nucleares também foi levantada, com Trump ordenando a retomada dos testes militares dos EUA.
As negociações entre os dois países continuam a ser um ponto focal na economia global, e a próxima reunião está prevista para abril, quando Trump planeja visitar a China.
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