- Abdulrahman al-Qaradawi, dissidente egípcio-turco, foi preso nos Emirados Árabes Unidos após criticar governos do Egito, Emirados e Arábia Saudita; extraditado pelo Líbano em 8 de janeiro, após retornar da Síria, onde gravou um vídeo.
- Atualmente está em regime de confinamento em solitária, sem acesso à luz, sem acusações formais.
- Organização dos Estados Americanos (OEA) e especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) pedem investigação sobre o papel do Líbano na extradição e sobre as condições de detenção, apontando possíveis sinais de tortura; defesa afirma que não houve advogado.
- A família afirma que ele foi visitado apenas duas vezes desde a detenção; a situação é vista como precedente preocupante para a liberdade de expressão na região.
- Advogados afirmam que o governo atual tem responsabilidade de corrigir erros da administração anterior, já que a promessa de respeito aos direitos humanos não teria sido cumprida.
Abdulrahman al-Qaradawi, dissidente egípcio-turco, foi preso nos Emirados Árabes Unidos após criticar os governos do Egito, Emirados e Arábia Saudita. Ele foi extraditado pelo Líbano em 8 de janeiro, após ter sido detido ao retornar da Síria, onde expressou suas opiniões em um vídeo. Desde então, al-Qaradawi está em regime de solitária, sem acesso à luz e sem acusações formais.
A situação provocou a atenção da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de especialistas da ONU, que pedem uma investigação sobre as condições de detenção e o papel do Líbano na extradição. Condições de confinamento levantam suspeitas de tortura, com a defesa de al-Qaradawi alegando que ele não teve acesso a um advogado e não foi formalmente acusado de nenhum crime.
A detenção de al-Qaradawi é vista como um precedente preocupante para a liberdade de expressão na região. O ativista é conhecido por seu apoio à democracia no Egito e por suas críticas ao regime de Bashar al-Assad. A extradição foi realizada sob a justificativa de que os Emirados respeitariam seus direitos humanos, promessa que, segundo seus advogados, não foi cumprida.
A família de al-Qaradawi expressou sua angustiante preocupação, afirmando que ele foi visitado apenas em duas ocasiões desde sua detenção. “O pensamento de vê-lo sozinho em uma cela, sem luz ou ar fresco, é de partir o coração”, declarou um familiar. A pressão internacional sobre o Líbano para que busque o retorno de al-Qaradawi cresce, com advogados afirmando que o governo atual ainda tem a responsabilidade de corrigir os erros da administração anterior.
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