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Massacre em El Fasher, Sudão, lembra previsões da RSF

El Fasher vive massacre: hospitais atacados, civis executados e saques, com milhares de mortos não confirmados e blackout de comunicações

Displaced families from El Fasher arrive in Tawila, Darfur region. Photograph: NRC/AP
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  • Massacres em El Fasher, no Sudão, mostram escalada da violência pelas Forças de Apoio Rápido (RSF). A cidade caiu no fim de semana e centenas de civis foram mortos, incluindo pacientes e profissionais de saúde em hospitais; relatos indicam que homens desarmados foram executados e quem tentava fugir teve pertences saqueados.
  • A violência segue um padrão similar aos massacres em Darfur, como Geneina e Zamzam, com milhares de mortos e deslocados; a comunidade internacional é criticada pela inação; especialistas dizem que o episódio era previsível, conforme a co-diretora da Protection Approaches, Kate Ferguson.
  • Vídeos circulam dos próprios combatentes da RSF como forma de guerra psicológica, mostrando execuções e tentando intimidar opositores e possíveis vítimas; testemunhas relatam que houve filmagem dos massacres; o blackout de comunicações dificulta confirmar números, mas levantamentos indicam que o saldo pode ser maior.
  • A situação é crítica para duzentos e sessenta mil habitantes que ainda estavam em El Fasher quando a cidade foi tomada; mais de trinta e cinco mil pessoas foram deslocadas desde 26 de outubro, com temores de avanço para El Obeid; as forças armadas sudanesas são acusadas de abandono da população.
  • Especialistas destacam a necessidade de pressão internacional, especialmente sobre os Emirados Árabes Unidos, acusados de fornecer apoio militar à RSF; a ausência de medidas concretas e sanções é uma preocupação, com a comunidade internacional considerada insuficiente diante da gravidade em Darfur.

Os massacres em El Fasher, Sudão, revelam uma escalada alarmante da violência perpetrada pelas Forças de Apoio Rápido (RSF). Desde que a cidade caiu sob o controle dos paramilitares no último fim de semana, centenas de civis foram mortos, incluindo pacientes e profissionais de saúde em hospitais. Relatos indicam que homens desarmados foram separados e executados, enquanto os que tentavam fugir foram extorquidos e despojados de seus pertences.

A situação em El Fasher segue um padrão sombrio, semelhante a massacres anteriores em Darfur, como os de Geneina e Zamzam, com milhares de mortos e deslocados. A falta de ação internacional eficaz tem sido criticada, com especialistas afirmando que a violência era prevista. Kate Ferguson, co-diretora da Protection Approaches, destacou que a comunidade internacional estava ciente do potencial de atrocidades durante a guerra civil.

Atrocidades e Tática de Intimidação

Vídeos dos próprios combatentes da RSF estão circulando como uma forma de guerra psicológica, mostrando a brutalidade das execuções e alimentando o clima de terror. Testemunhas relataram que a RSF filmou os massacres e os divulgou para intimidar opositores e possíveis vítimas. O blackout de comunicações na região dificulta a confirmação de informações, mas levantamentos indicam que o número de mortos pode ser ainda maior do que os já reportados.

A situação é crítica para os 260 mil habitantes que ainda estavam em El Fasher quando a cidade foi tomada. Mais de 35 mil pessoas foram deslocadas desde a captura da cidade em 26 de outubro, com temores de que a RSF avance para outras áreas, como El Obeid. A falta de proteção das forças armadas sudanesas tem gerado acusações de abandono da população civil.

Pressão Internacional Necessária

Especialistas sugerem que a solução para a crise exige pressão internacional, especialmente sobre os Emirados Árabes Unidos, acusados de fornecer apoio militar à RSF. A falta de medidas concretas e sanções efetivas contra os responsáveis pela violência tem sido uma preocupação crescente. Para muitos, a resposta da comunidade internacional continua sendo insuficiente diante da gravidade da situação em Darfur.

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