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ONU vê plano de autonomia do Marrocos como base para solução do Saara e margina autodeterminação

ONU renova MINURSO por um ano até 31 de outubro de 2026 e sustenta plano de autonomia de Marrocos como base para negociação, marginalizando autodeterminação; Argélia abstém-se

Macarena Vidal Liy
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  • O Conselho de Segurança da ONU renovou a missão MINURSO no Saara Ocidental por mais um ano, até 31 de outubro de 2026, e respaldou o plano de autonomia de Marrocos como base para negociações, marginalizando a autodeterminação; a Argélia absteve-se.
  • A resolução, redigida pelos Estados Unidos, afirma que o plano de autonomia proposto por Marrocos em 2007 deve ser a única base para as conversas, e defende negociações sem condições prévias; o embaixador americano na ONU, Mike Waltz, afirmou que a decisão abre caminho para uma nova era de paz e pediu início de diálogo nas próximas semanas.
  • A relação entre Marrocos e Argélia permanece tensa; o governo argelino sustenta que a resolução não reflete a necessidade de descolonização, enquanto Amar Bendjama reiterou que a solução deve respeitar o direito do povo saharaui à autodeterminação; o Frente Polisario disse que não participará de negociações sem inclusão do referendo.
  • O conflito se arrasta desde 1975, quando Marrocos ocupou grande parte do território após a saída da Espanha; o acordo de alto-fogo de 1991, mediado pela ONU, criou a MINURSO para supervisionar um referendo que nunca ocorreu; os refugiados saharauis vivem em Tinduf, na Argélia.
  • Hoje, mais de 120 países apoiam o plano de autonomia de Marrocos, enquanto o Frente Polisario é reconhecido pela ONU como movimento de libertação nacional; as tensões políticas e a disputa territorial seguem a marcar o Magrebe.

O Conselho de Segurança da ONU renovou a missão da MINURSO no Sáhara Ocidental por mais um ano, até 31 de outubro de 2026. A decisão, aprovada com 11 votos a favor e três abstenções, respalda o plano de autonomia de Marrocos como base para negociações, marginalizando a autodeterminação do povo saharaui. A votação não contou com a participação da Argélia, que se absteve.

A resolução destaca que o plano de autonomia, proposto por Marrocos em 2007, deve ser a única base para as conversas. Os EUA, que redigiram o texto, enfatizam a necessidade de negociações sem condições prévias. O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, afirmou que a resolução abre caminho para uma nova era de paz na região e instou as partes a aproveitarem as próximas semanas para iniciar um processo de diálogo.

Tensão entre Marrocos e Argélia

A relação entre Marrocos e Argélia continua tensa, com o governo argelino afirmando que a resolução não reflete adequadamente a necessidade de descolonização. O representante da Argélia, Amar Bendjama, reiterou que a verdadeira solução deve respeitar o direito do povo saharaui à autodeterminação. O Frente Polisario, que luta pela independência do território, já manifestou que não participará de negociações que não incluam a opção de referendo.

O conflito no Sáhara Ocidental se arrasta desde 1975, quando Marrocos ocupou a maior parte do território após a saída do exército espanhol. O acordo de alto-fogo mediado pela ONU em 1991 estabeleceu a MINURSO, que deveria supervisionar a realização de um referendo sobre a autodeterminação, o que nunca ocorreu. Desde então, a situação humanitária dos refugiados saharauis em Tinduf, na Argélia, se deteriora.

Atualmente, mais de 120 países apoiam o plano de autonomia de Marrocos, enquanto o Frente Polisario é reconhecido pela ONU como um movimento de libertação nacional. A disputa territorial e as tensões políticas permanecem, evidenciando a complexidade do cenário no Magreb.

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