- O presidente do Paraguai, Santiago Peña, assinou, em 30 de outubro de 2025, decreto designando o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais.
- A medida, já adotada pela Argentina, visa ampliar a cooperação internacional e permitir julgamentos mais severos, com penas mais duras para membros dessas facções.
- A decisão foi impulsionada por uma operação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais, e visava prender integrantes do Comando Vermelho.
- O decreto sustenta que a presença dessas organizações no Paraguai representa ameaça à soberania e à integridade das instituições do país.
- O contra-almirante Cíbar Benítez, secretário permanente do Conselho de Defesa Nacional, antecipou a assinatura e destacou que os grupos afetam a vida das pessoas e a soberania nacional.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, assinou um decreto em 30 de outubro de 2025, designando o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais. Esta decisão foi influenciada pela operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais, e que visava prender membros do Comando Vermelho.
A medida, já adotada pela Argentina, busca fortalecer a segurança nas fronteiras e aumentar a cooperação internacional para a captura de líderes dessas organizações. O decreto argumenta que a presença do PCC e do Comando Vermelho no Paraguai representa uma ameaça à soberania e à integridade das instituições do país.
Aumento da Cooperação Fronteiriça
Peña afirmou que a designação dos grupos responde à necessidade urgente de proteger a região da expansão do crime organizado. O presidente ressaltou que a norma permitirá julgamentos mais severos para os membros dessas facções, com penas mais duras e colaboração internacional mais efetiva.
O secretário permanente do Conselho de Defesa Nacional do Paraguai, contra-almirante Cíbar Benítez, já havia antecipado a assinatura do decreto em coletiva de imprensa. Ele destacou que esses grupos não apenas impactam a vida das pessoas, mas também ameaçam a soberania nacional.
Contexto Regional
O Paraguai não é o único país a tomar medidas contra organizações criminosas. Anteriormente, já haviam sido designadas como terroristas outras entidades, como a Irmandade Muçulmana, o Hezbollah e a Guarda Revolucionária Islâmica. A cooperação entre Paraguai e Argentina se intensificou, especialmente após a fuga de membros do Comando Vermelho durante a operação no Brasil.
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