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A migração permanente caiu 4% nos países da OCDE em 2024

OCDE registra queda de 4% nos fluxos migratórios em 2024; EUA teve aumento de 20% em imigrantes permanentes, totalizando 6,2 milhões

Silvia Ayuso
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  • O relatório de 2024 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta queda de 4% nos fluxos migratórios entre países membros; União Europeia, Nova Zelândia e Reino Unido registram recuo, enquanto os Estados Unidos tiveram aumento de 20% em imigrantes permanentes, totalizando 6,2 milhões de novos imigrantes no ano.
  • Em um mundo com envelhecimento populacional, a migração é vista como fator crucial para mitigar desafios econômicos; migrantes são trabalhadores essenciais em saúde, agricultura e construção, com 25% dos médicos e 16% dos enfermeiros na OCDE originários de migração.
  • Desafios persistem: políticas migratórias enfrentam dificuldades no reconhecimento de qualificações profissionais, especialmente na área da saúde; em média, 77% dos imigrantes nas áreas membros são economicamente ativos, com taxa de emprego de 71%.
  • Participação feminina no mercado de trabalho migrante tem avançado, com aumento da empregabilidade em dois terços dos países da OCDE.
  • Entre as nações que recebem imigrantes permanentes, destacam-se Alemanha, Canadá, Reino Unido e Espanha, que, apesar de quedas, permanecem com imigrantes 15% acima dos níveis de 2019, refletindo demanda contínua por mão de obra.

O relatório de 2024 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela uma queda de 4% nos fluxos migratórios entre os países membros. Enquanto a União Europeia, Nova Zelândia e Reino Unido enfrentam essa redução, os Estados Unidos registraram um aumento de 20% no número de imigrantes permanentes, totalizando 6,2 milhões de novos imigrantes no ano.

O documento destaca que, em um mundo em que a população está envelhecendo, a migração é um fator crucial para mitigar os desafios econômicos. Migrantes se tornaram trabalhadores essenciais em setores como saúde, agricultura e construção, especialmente evidenciado durante a pandemia. Nos últimos 20 anos, a proporção de médicos e enfermeiros estrangeiros aumentou significativamente, com 25% dos médicos e 16% dos enfermeiros na OCDE sendo de origem migrante.

Desafios e Oportunidades

Apesar do aumento no número de imigrantes, o relatório aponta que as políticas migratórias ainda enfrentam desafios, como o reconhecimento de qualificações profissionais, especialmente na área da saúde. A OCDE observa que, em média, 77% dos imigrantes nos países membros são economicamente ativos, com uma taxa de emprego de 71%.

Além disso, a participação feminina no mercado de trabalho migrante também tem crescido, com taxas de emprego aumentando em dois terços dos países da OCDE. Essa tendência é um indicativo positivo para a integração das mulheres na força de trabalho.

As principais nações que recebem migrantes permanentes incluem Alemanha, Canadá, Reino Unido e Espanha, embora todas tenham visto uma queda em suas taxas de imigração em comparação com anos anteriores. A OCDE destaca que, apesar da recente desaceleração, o número de imigrantes permanece 15% acima dos níveis de 2019, refletindo uma demanda contínua por mão de obra em diversos setores.

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