- Nasser Abu Srour, autor palestino, foi libertado em acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos após anos em prisões israelenses; exilado para o Egito; tem 56 anos e foi um dos mais de cento e cinquenta prisioneiros libertados.
- A autobiografia dele, que descreve tortura e confinamento, ganhou reconhecimento internacional e está traduzida para sete idiomas.
- O relato aponta aumento de agressões físicas e de privação de alimentos nas prisões desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023; segundo ele, guardas passaram a agir como “guerreiros;” a ONU registrou 75 mortes de palestinos sob custódia entre outubro de 2023 e agosto de 2025.
- Ao chegar ao Cairo, houve choque cultural ao sair da prisão para um hotel de luxo; ele nunca havia ficado em hotel e precisou aprender a pedir serviço de quarto; houve reencontro com familiares após 33 anos.
- Abu Srour avalia opções de país para viver, com a intenção de continuar a escrita e manter contato com a família, afirmando: “Não quero um país confortável, mas um que tenha questões e uma causa”.
Nasser Abu Srour, um autor palestino, foi libertado em um acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA após anos em prisões israelenses. Sua autobiografia, que relata experiências de tortura e confinamento, ganhou destaque internacional e está traduzida para sete idiomas. Abu Srour, de 56 anos, foi um dos mais de 150 prisioneiros libertados e exilados para o Egito, onde enfrenta incertezas sobre seu futuro.
O autor descreveu a brutalidade nas prisões após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. Ele relatou um aumento nas agressões físicas e na privação de alimentos. Segundo ele, as condições se tornaram tão severas que os guardas passaram a agir como “guerreiros”, resultando em um ambiente de violência extrema. Um relatório da ONU indicou 75 mortes de palestinos sob custódia israelense entre outubro de 2023 e agosto de 2025.
Choque Cultural
Ao ser libertado, Abu Srour vivenciou um choque cultural ao ser levado de uma prisão para um hotel de luxo em Cairo. Ele afirmou que nunca havia estado em um hotel e teve que aprender a usar serviços como o de quarto. A experiência foi marcada pela emoção ao reencontrar familiares após 33 anos de separação. “Senti um misto de alegria e tensão”, contou.
Após a repercussão da presença dos prisioneiros em um hotel, eles foram transferidos para outro local, o que reforçou a sensação de que ainda não estavam verdadeiramente livres. Abu Srour agora considera opções de países que o aceitem, ponderando sobre a possibilidade de continuar sua escrita e a acessibilidade para sua família. Ele declarou: “Não quero um país confortável, mas um que tenha questões e uma causa”.
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