- Palmyra, na Síria, sofreu devastação pelo ISIS em 2015 e continua na lista de Patrimônio em Perigo da UNESCO, buscando reabilitação internacional.
- Uma conferência na Suíça, organizada pela UNESCO e pela instituição de caridade Aliph, recomenda a criação de uma força-tarefa internacional para retirar Palmyra da lista; os trabalhos devem começar em 2026 com foco na estabilização do museu e na preservação de monumentos, incluindo participação comunitária e apoio à infraestrutura, apesar de desafios como segurança, minas e falta de dados.
- Entre as recomendações, está estabilizar a coleção do museu e os monumentos prioritários; a Direção Geral de Antiguidades e Museus da Síria (DGAM) ressalta a participação de comunidades locais em programas de treinamento e oficinas, com projetos piloto no sítio arqueológico de 200 acres.
- A reabilitação pode fortalecer a ligação entre a Palmyra antiga e a moderna, impulsionando o turismo cultural e ambiental; o diretor do museu local destacou a importância da identidade cultural, mencionando que todos em Palmyra têm uma filha chamada Zenobia.
- O retorno de exilados é visto como sinal de esperança, com relatos de pessoas que voltaram às ruínas antes de reconquistar a casa, ilustrando o impacto social da reabilitação.
A cidade antiga de Palmyra, na Síria, está no centro de um novo esforço internacional para sua reabilitação. Após anos de devastação causada pelo grupo terrorista ISIS em 2015, a cidade, que figura na lista de Patrimônio em Perigo da UNESCO, busca agora se recuperar. Uma conferência realizada na Suíça, organizada pela UNESCO e pela instituição de caridade Aliph, reuniu especialistas em patrimônio e membros da comunidade síria, resultando em recomendações para a criação de uma força-tarefa internacional.
Os especialistas propuseram que os trabalhos de reabilitação comecem em 2026, focando na estabilização do museu de Palmyra e na preservação de monumentos importantes. Apesar do otimismo, desafios significativos permanecem, incluindo questões de segurança, a presença de minas e a falta de dados sobre o local. David Sassine, gerente de projeto da Aliph, destacou que as condições de segurança e o acesso limitado são obstáculos a serem superados.
Recomendações da Conferência
Entre as recomendações, destaca-se a necessidade de estabilizar a coleção do museu e os monumentos prioritários. Além disso, a Diretoria Geral de Antiguidades e Museus da Síria (DGAM) enfatizou a importância de envolver as comunidades locais em programas de treinamento e oficinas. A vice-diretora da DGAM, Lina Kutiefan, mencionou a urgência de iniciar projetos piloto de reabilitação no extenso sítio arqueológico de 200 acres.
O impacto da reabilitação de Palmyra vai além da preservação cultural. A recuperação do local pode revitalizar a conexão entre a cidade antiga e a moderna Palmyra, promovendo o turismo cultural e ambiental. Hasan Ali, diretor do museu local, enfatizou a importância da identidade cultural, mencionando que “todos em Palmyra têm uma filha chamada Zenobia”, referindo-se à rainha da antiga Palmyrene.
O retorno de exilados à cidade após a queda do regime de Assad também é um sinal de esperança. Uma mulher presente na conferência compartilhou a história de seu primo que, ao voltar, não foi direto para sua casa, mas sim para as ruínas. A reabilitação de Palmyra representa um passo crucial para restaurar não apenas os monumentos, mas também a vida e a cultura da comunidade local.
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