- Pelham Spong, uma mulher de 40 anos da Carolina do Sul, afirma ter sido vítima de tráfico humano supostamente ordenado por Mohamed Al Fayed, com relato de 2008 em Paris e abusos em Londres.
- A polícia francesa abriu investigação sobre as acusações e tenta apurar possíveis vínculos entre o Ritz e o tráfico de mulheres; a Metropolitan Police (Met) no Reino Unido enfrenta críticas por não ter classificado o caso como tráfico sexual.
- Spong denunciou o caso à Met em dois mil e dezessete, e a apuração foi encerrada por falta de provas; recentemente ela foi ouvida pelas autoridades francesas sobre possíveis ligações com o Ritz.
- A Met investiga se associados de Al Fayed, incluindo funcionários do Ritz, facilitaram os abusos; a advogada de Spong, Anne-Claire Le Jeune, enfatiza a necessidade de confirmar se os funcionários estavam cientes do que ocorria.
- No Reino Unido, a polícia já recebeu relatos de cento e quarenta e seis pessoas sobre crimes atribuídos a Al Fayed; 21 mulheres o acusaram de abusos entre dois mil e cinco e dois mil e vinte e três, sem que ele tenha sido processado, e o órgão de supervisão foi informado sobre falhas na proteção às denunciantes.
Pelham Spong, uma mulher de 40 anos da Carolina do Sul, fez graves acusações contra o falecido empresário Mohamed Al Fayed, alegando que foi vítima de tráfico humano sob suas ordens. Spong relatou que, em 2008, foi traficada em Paris e enviada a Londres, onde sofreu abusos. A polícia francesa agora investiga essas alegações, enquanto a Metropolitian Police britânica enfrenta críticas por não ter classificado o caso como tráfico sexual.
Spong denunciou o caso à Met em 2017, mas a investigação foi encerrada por falta de provas. Recentemente, ela foi ouvida por autoridades francesas, que estão apurando possíveis conexões entre o Ritz, onde Al Fayed era proprietário, e o tráfico de mulheres. Spong criticou a Met, afirmando que a falta de ação reflete uma “*apatia em relação às vítimas*”.
Investigação em Curso
A Met está investigando se associados de Al Fayed, incluindo funcionários do Ritz, facilitaram os abusos. A advogada de Spong, Anne-Claire Le Jeune, destacou que é crucial determinar se os funcionários estavam cientes do que ocorria. A investigação britânica já recebeu relatos de 146 pessoas sobre crimes relacionados a Al Fayed, mas até agora não houve prisões.
Além disso, especialistas em direito, como Bridgette Carr, afirmam que as alegações contra Al Fayed apresentam características de tráfico humano e trabalho forçado. Carr observou que os relatos de vítimas revelam um padrão de controle e poder característico desse crime.
A situação se complica ainda mais com a revelação de que, entre 2005 e 2023, 21 mulheres acusaram Al Fayed de abusos, mas ele nunca foi processado. A Met se referiu ao seu próprio desempenho investigativo ao órgão de supervisão policial após reclamações de Spong e outras vítimas, indicando uma possível falha em proteger os direitos das denunciantes.
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