- Os Estados Unidos realizaram o primeiro teste do míssil balístico intercontinental Minuteman III desde o anúncio da retomada de provas nucleares feito pelo presidente Donald Trump, em Vandenberg, Califórnia, sem ogiva.
- O objetivo foi confirmar a fiabilidade e a precisão do sistema; o veículo de reentrada percorreu 6.760 quilômetros sobre o Pacífico até o atolão Kwajalein, onde fica o centro de testes de defesa com mísseis balísticos Ronald Reagan.
- A tenente-coronel Karrie Wray, comandante do esquadrão responsável, ressaltou a importância da avaliação para garantir a eficácia dos ICBMs.
- Trump informou a retomada das provas nucleares na semana passada, causando preocupação entre Rússia e China; o secretário de Energia, Chris Wright, explicou que as provas se restringiriam a sistemas de lançamento, sem carga letal.
- Atualmente, o Minuteman III, em serviço desde a década de 1970, tem cerca de 400 unidades implantadas em silos em cinco estados (Colorado, Montana, Nebraska, Dakota do Norte e Wyoming); o Pentágono planeja substituí-los gradualmente pelo modelo Sentinel, mantendo a manutenção da eficácia como prioridade.
Os Estados Unidos realizaram, nesta quarta-feira, o primeiro teste do míssil balístico intercontinental (ICBM) Minuteman III desde o anúncio da retomada de provas nucleares pelo presidente Donald Trump. O lançamento ocorreu na base Vandenberg, na Califórnia, e não contou com ogiva.
O objetivo do teste foi confirmar a fiabilidade e precisão do sistema, essencial para a defesa nacional americana. O veículo de reentrada percorreu 6.760 quilômetros sobre o Pacífico até o atolão Kwajalein, onde está localizado o centro de testes de defesa com mísseis balísticos Ronald Reagan. A tenente-coronel Karrie Wray, comandante do esquadrão responsável, destacou a importância da avaliação, afirmando que os dados obtidos são cruciais para garantir a eficácia dos ICBMs.
Trump anunciou a retomada das provas nucleares na semana passada, gerando preocupação em potências como Rússia e China. O secretário de Energia, Chris Wright, esclareceu que as provas se restringiriam a sistemas de lançamento, sem carga letal, focando na geometria e funcionamento dos mísseis. Desde 1992, os EUA mantêm uma moratória de testes nucleares, mas realizam testes regulares de ICBMs e SLBMs para assegurar a dissuasão estratégica.
Contexto do Minuteman III
Os mísseis Minuteman III, em serviço desde a década de 1970, são parte fundamental do arsenal nuclear dos EUA. Atualmente, cerca de 400 unidades estão implantadas em silos em cinco estados: Colorado, Montana, Nebraska, Dakota do Norte e Wyoming. O Pentágono planeja substituí-los gradualmente pelo novo modelo, o Sentinel, mas a manutenção da eficácia dos Minuteman III continua sendo uma prioridade.
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