- Celso Amorim, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, defendeu maior participação do Brasil na defesa da América do Sul, em Belém, durante os preparativos para a COP trinta, destacando a proximidade geográfica com a Venezuela e a necessidade de uma postura mais ativa diante das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela.
- Ele afirmou que “nós vivemos aqui” e sinalizou estar relacionado à pressão por uma atuação regional mais firme frente à crise na fronteira, citando operações militares norte-americanas em águas próximas à Venezuela que podem impactar o Brasil e acrescentando: “Estamos discutindo uma coisa na nossa fronteira, praticamente”.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) na Colômbia, com foco na tensão entre Venezuela e Estados Unidos, e já propôs a formação de uma mesa de mediação entre Nicolás Maduro e Donald Trump.
- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também se manifestou a favor da mediação brasileira, destacando, porém, sua solidariedade à Venezuela; Amorim, com papel influente, pode coordenar propostas durante a cúpula e, conforme agenda, o Brasil busca posição de liderança nas discussões da crise regional.
O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, defendeu uma maior participação do Brasil na defesa da América do Sul. A declaração foi feita em Belém, durante os preparativos para a COP 30, e destacou a importância da proximidade geográfica com a Venezuela. Amorim argumentou que “nós vivemos aqui”, referindo-se à necessidade de uma postura mais ativa do Brasil diante da tensão crescente entre os Estados Unidos e a Venezuela.
Amorim comentou sobre as operações militares norte-americanas em águas próximas à Venezuela, enfatizando que a situação pode impactar diretamente o território brasileiro. “Estamos discutindo uma coisa na nossa fronteira, praticamente”, ressaltou o assessor, sinalizando a urgência de um envolvimento regional.
Mediação e Diplomacia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que ocorrerá na Colômbia. A tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos deverá ser o foco principal das discussões. Lula já propôs a formação de uma mesa de mediação entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o presidente americano Donald Trump.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também se manifestou a favor da mediação brasileira, embora tenha destacado sua solidariedade à Venezuela. Amorim, considerado uma figura influente nas decisões diplomáticas do governo, pode ter um papel crucial na articulação de propostas durante a cúpula. A expectativa é que o Brasil assuma uma posição de liderança nas discussões sobre a crise regional.
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