- A União Europeia vai anunciar a criação do Centre for Democratic Resilience, unidade para combater desinformação externa, com participação voluntária de estados-membros, países candidatos e parceiros, e rede independente de verificadores de fatos, com possível envolvimento do Reino Unido.
- O centro será apresentado formalmente em 12 de novembro e integra o conceito de “escudo da democracia” defendido pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
- Documentos vazados apontam que a Rússia intensifica ações de desinformação, incluindo campanhas de doppelgänger que divulgavam artigos falsos em sites simulando veículos de comunicação.
- A UE já identificou dezenas de casos de manipulação, como cópias de Die Welt e La Stampa veiculando narrativas antiocidentais; a China também é citada como fonte, usando empresas de relações públicas para promover conteúdos alinhados a seus interesses.
- O centro deve facilitar o compartilhamento de informações e alertas precoces entre instituições da UE e estados-membros, além de manter rede de influenciadores para promover normas democráticas na internet.
A União Europeia (UE) está prestes a anunciar a criação do Centre for Democratic Resilience, uma iniciativa destinada a combater a desinformação proveniente de Rússia e outras potências autoritárias. O projeto, que será formalmente apresentado em 12 de novembro, visa reunir expertise de Estados-membros e países candidatos à adesão, além de uma rede independente de verificadores de fatos.
A proposta, que integra o conceito de “escudo da democracia” defendido pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, surge em resposta a uma escalada de ataques híbridos, incluindo campanhas de desinformação. Um documento vazado destaca que a Rússia está intensificando suas ações, utilizando narrativas enganosas para minar a confiança nas instituições democráticas. O texto menciona incidentes como a campanha “doppelgänger”, que disseminou artigos falsos em sites imitando veículos de comunicação respeitáveis.
Desafios da Desinformação
A situação é alarmante, com a UE identificando dezenas de casos de manipulação informativa. Exemplos incluem cópias de sites como Die Welt e La Stampa, que veicularam narrativas antiocidentais. Além disso, a China também é apontada como uma fonte de desinformação, utilizando empresas de relações públicas para promover conteúdos alinhados aos seus interesses políticos.
A criação do centro permitirá que instituições da UE e Estados-membros compartilhem informações e alertas precoces sobre tentativas de manipulação. A participação será voluntária, o que pode incluir a adesão do Reino Unido e de outros “parceiros afins”. O plano ainda prevê uma rede de influenciadores digitais para aumentar a conscientização sobre as normas democráticas e de internet.
A iniciativa representa um esforço coordenado da UE para proteger seus valores democráticos frente a interferências externas, especialmente em um momento em que a integridade eleitoral de seus Estados-membros está sob crescente ameaça.
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