- O ativista iraniano Omid Sarlak, 22 anos, foi encontrado morto no interior de seu carro com um ferimento de arma, após gravar um vídeo em que queimava a foto do líder supremo Ali Khamenei; a polícia diz que foi suicídio, mas ativistas discordam e suspeitam de assassinato, ocorrido no último sábado na região oeste do Irã.
- Após o funeral, centenas de pessoas participaram de protestos, com palavras de ordem contra o regime, em meio a uma onda de tensões que reacende o debate sobre repressão a ativistas no país.
- Sarlak era estudante de aviação e boxeador amador; antes da morte, publicou vídeo queimando a imagem de Khamenei e, em uma mensagem para um amigo, afirmou: “Se algo acontecer comigo, vocês devem ser minha voz”.
- O caso ganhou repercussão internacional: o exilado Reza Pahlavi descreveu Sarlak como herói pela liberdade do Irã, enquanto o amigo Ebrahim Eshaghi, que vive na Alemanha, afirmou que muitos veem Sarlak como alvo dos serviços de inteligência do país.
O ativista iraniano Omid Sarlak, de 22 anos, foi encontrado morto em seu carro, com um ferimento de arma, após gravar um vídeo queimando a foto do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A polícia local afirma que se tratou de um suicídio, mas ativistas questionam essa versão e suspeitam de assassinato. O incidente ocorreu no último sábado, em uma região do oeste do Irã.
A morte de Sarlak gerou uma onda de protestos e reacendeu as tensões no país, lembrando os eventos que se seguiram à morte de Mahsa Jina Amini em 2022. Horas antes de sua morte, Sarlak havia postado um vídeo em suas redes sociais, no qual queimava a imagem de Khamenei, o que fez com que se tornasse um símbolo para muitos opositores do regime. “Como podemos suportar mais humilhação e pobreza?”, questionou ele em uma de suas postagens.
Reações e Protestos
Após o funeral de Sarlak, centenas de pessoas se reuniram, gritando palavras de ordem como “Morte ao ditador” e “Morte a Khamenei”. O pai de Sarlak, em um vídeo amplamente compartilhado, afirmou que seu filho foi assassinado, mas posteriormente fez um apelo em uma entrevista à televisão estatal, pedindo que não se desse atenção às especulações nas redes sociais. Ativistas acreditam que essa declaração foi forçada, pois a família estaria sob vigilância.
Sarlak, que era estudante de aviação e boxeador amador, havia expressado preocupação com sua segurança em uma mensagem para um amigo pouco antes de sua morte. “Se algo acontecer comigo, vocês devem ser minha voz”, disse ele. Seu amigo, o lutador Ebrahim Eshaghi, que reside na Alemanha, afirmou que muitos acreditam que Sarlak foi alvo dos serviços de inteligência do país.
Um Símbolo de Resistência
A morte de Sarlak não é um caso isolado; ela se insere em um padrão de repressão contra jovens e ativistas no Irã. O exilado Reza Pahlavi, filho do último imperador iraniano, descreveu Sarlak como um herói que deu sua vida pela liberdade do Irã. A situação atual reflete a crescente insatisfação popular com o regime, que tem enfrentado protestos significativos nos últimos anos.
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