- A Procuradoria-Geral de Istambul emitiu mandados de detenção contra cerca de quarenta pessoas, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, por crimes de humanidade e genocídio, com foco em ações desde sete de outubro de dois mil e vinte e três.
- As investigações abrangem tortura, pilhagem e sequestro, ligadas à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que já deixou mais de sessenta e oito mil e oitocentos mortos em dois anos.
- Além de Netanyahu, os mandados alcançam outros membros do governo, como o ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir; citam ainda o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, e o comandante da Marinha, David Saar Salama.
- O comunicado destaca que os responsáveis são criminalmente responsáveis por crimes sistemáticos de lesa-humanidade, citando ataques como o bombardeio do hospital Al-Ahli e o assassinato de uma menina de 6 anos, além do bloqueio que dificulta a ajuda humanitária.
- Reações: o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, chamou os mandados de manobra propagandística do presidente turco Recep Tayyip Erdoğan; o Hamas elogiou a decisão, atribuindo-a ao reconhecimento da luta do povo palestino.
A Procuradoria-Geral de Istambul emitiu mandados de detenção contra cerca de 40 pessoas, incluindo o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, por crimes de humanidade e genocídio. As investigações se concentram nas ações de Israel na Faixa de Gaza, onde a ofensiva já causou mais de 68.800 mortos em dois anos.
Além de Netanyahu, os mandados visam outros membros do governo israelense, como o ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir. A procuradoria turca também citou o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, e o comandante da Marinha, David Saar Salama. O comunicado oficial destaca que os responsáveis são criminalmente responsáveis por crimes sistemáticos de lesa-humanidade.
Detalhes das Investigações
A investigação abrange atos de tortura, pilhagem e sequestro, com foco nas ações desde 7 de outubro de 2023. O documento menciona ataques devastadores, como o bombardeio do hospital Al-Ahli, que resultou na morte de 500 pessoas, e o assassinato da menina de seis anos, Hind Rajab. A procuradoria enfatiza que a situação em Gaza, sob bloqueio, impede o acesso à ajuda humanitária, chamando a atenção internacional.
A flotilha Global Sumud, que tentava levar ajuda a Gaza, também foi alvo de ataques israelenses em águas internacionais. Os ativistas foram detidos e repatriados, levando a uma investigação sobre crimes de tortura e sequestro.
Reações e Consequências
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, repudiou os mandados, chamando-os de “manobra propagandística” do presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan. Ele criticou a utilização do poder judicial turco para silenciar opositores políticos.
Por outro lado, o Hamas aplaudiu a decisão da Procuradoria, considerando-a um reconhecimento da luta do povo palestino contra o que chamam de “guerra de extermínio”. A medida foi vista como uma reafirmação dos valores de justiça e humanidade por parte da Turquia.
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