- O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis anunciou que a Grécia será porta de entrada para o GNL americano no Sudeste europeu, para reduzir as importações de gás russo e limitar a influência da Turquia, em reunião da Parceria para a Cooperação Transatlântica em Energia e Clima (P-TECC) em Atenas.
- Venture Global e Atlantic-See LGN Trade firmaram acordo de longo prazo para fornecer até 1,5 Mt/a de GNL a partir de 2030; é o primeiro contrato de longo prazo com um exportador dos EUA, com investimentos no terminal de regaseificação de Alexandroupolis (Alexandroupolis).
- Mitsotakis ressaltou que a Grécia não permitirá desvios das rotas de energia pela Turquia, reforçando seu papel estratégico como hub energético.
- A União Europeia vem reduzindo a dependência do gás russo de 45% para 13% das importações; a Comissão Europeia propôs proibição total do gás russo até 2028, com apoio da maioria dos Estados-membros.
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, anunciou que a Grécia se posiciona como uma porta de entrada para o gás natural liquefeito (GNL) americano no Sudeste europeu. Essa estratégia visa reduzir as importações de gás russo e limitar a influência da Turquia no mercado energético europeu. A declaração foi feita durante a sexta reunião da Parceria para a Cooperação Transatlântica em Energia e Clima (P-TECC), realizada em Atenas.
Durante o evento, a empresa americana Venture Global e a grega Atlantic-See LGN Trade assinaram um acordo de longo prazo para fornecer até 1,5 milhões de toneladas de GNL anualmente a partir de 2030. Este é o primeiro contrato de fornecimento de GNL de longo prazo da Grécia com um exportador dos EUA, destacando a crescente cooperação entre os dois países no setor energético. O presidente da Venture Global, Mike Sabel, confirmou que haverá investimentos no terminal de regaseificação de Alexandroupolis, aumentando sua capacidade.
Compromissos e Estratégias
Mitsotakis reforçou que a Grécia não permitirá que as rotas de energia sejam desviadas pela Turquia, destacando a importância de sua posição geográfica como um hub energético. Desde a invasão da Ucrânia, a União Europeia tem trabalhado para reduzir sua dependência do gás russo, passando de 45% para 13% de suas importações. A Comissão Europeia, pressionada pelos EUA, propôs uma proibição total do gás russo até 2028, uma medida que conta com o apoio da maioria dos Estados-membros.
A Grécia, ao expandir sua infraestrutura e firmar acordos estratégicos, busca não apenas garantir sua segurança energética, mas também se tornar um ponto chave na diversificação das fontes de gás na Europa. Essa mudança é vista como um passo significativo para a estabilidade energética do continente, especialmente em tempos de incerteza geopolítica.
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