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Julgamento do caso do pastor desaparecido na Malásia chega ao fim

Tribunal Superior de Kuala Lumpur fixa indenização: governo pague dez mil ringgits por dia à família de Raymond Koh desde treze de fevereiro de dois mil e dezessete; soma supera trinta e um milhões; encerramento em quinze de novembro de dois mil e vinte e cinco

Julgamento do caso do pastor desaparecido na Malásia chega ao fim
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  • O Tribunal Superior de Kuala Lumpur decidiu que o governo da Malásia deve indenizar a família do pastor Raymond Koh, desaparecido em fevereiro de 2017, com 10 mil ringgits por dia retroativos desde 13 de fevereiro de 2017, totalizando mais de RM 31 milhões, além de 253 mil RM para cobrir atrasos.
  • A decisão, anunciada em 15 de novembro de 2025, encerra o processo civil em relação ao caso.
  • A justiça reconheceu que agentes policiais estiveram envolvidos no sequestro, ocorrido em uma rua de Petaling Jaya, e que houve falta de transparência nas investigações.
  • Susanna Koh, esposa do pastor, moveu ações civis contra o governo e autoridades para buscar respostas sobre o paradeiro dele; a força-tarefa que investigou entregou um relatório classificado.
  • Grupos de direitos humanos, como Portas Abertas, consideram a decisão um marco, destacando a situação de Koh como exemplo de opressão a minorias religiosas na Malásia.

O Tribunal Superior de Kuala Lumpur determinou que o governo da Malásia deve indenizar a família do pastor Raymond Koh, desaparecido desde fevereiro de 2017. A decisão, divulgada em 15 de novembro de 2025, estabelece uma compensação de 10 mil ringgits por dia, totalizando mais de 31 milhões de ringgits (aproximadamente 8 milhões de dólares) até o momento. Além disso, foram concedidos 253 mil ringgits para cobrir atrasos no processo.

A Justiça reconheceu que agentes policiais estiveram envolvidos no sequestro de Koh, que ocorreu em uma rua de Petaling Jaya. O caso ganhou notoriedade devido à falta de transparência nas investigações. A esposa do pastor, Susanna Koh, moveu ações civis contra o governo e autoridades, buscando respostas sobre o paradeiro do marido. A força-tarefa criada para investigar o caso entregou um relatório classificado, que não foi acessível à família.

Grupos de direitos humanos, como a missão Portas Abertas, consideram a decisão do tribunal um marco. A organização destacou que a situação de Koh é emblemática da opressão enfrentada por minorias religiosas na Malásia, que ocupa a primeira posição na lista de países em observação. A juíza Su Tiang Joo anunciou a sentença, encerrando um processo que se arrastou por anos, marcado por adiamentos e falta de evidências concretas.

A luta da família Koh por justiça continua, enquanto o governo enfrenta pressão crescente para esclarecer o desaparecimento e melhorar a proteção aos direitos humanos no país.

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