Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Grupo palestino sancionado por Trump pede que aliados dos EUA se posicionem

Al-Haq é sancionada pela administração Trump; bancos fecharam contas, doações cessaram e serviços digitais foram suspensos

Shawan Jabarin, general director of Al-Haq, at the Christian Aid offices in Dublin, Ireland, on 13 May 2024. Photograph: PA Images/Alamy
0:00
Carregando...
0:00
  • Al-Haq, organização de direitos humanos palestinianos na Cisjordânia, foi sancionada pela administração de Donald Trump em setembro de 2025 por apoiar investigações da Corte Penal Internacional (CPI).
  • As sanções resultaram no fechamento de contas, na perda de doações e na suspensão de serviços por plataformas como YouTube e Meta; funcionários trabalham sem remuneração desde outubro.
  • Três bancos encerraram contas da organização, enquanto dois financiadores americanos interromperam doações, criando um ambiente de trabalho precário com atuação majoritariamente voluntária.
  • O diretor da organização, Shawan Jabarin, criticou o silêncio de instituições norte-americanas que antes colaboravam com Al-Haq, dizendo que lutar pelos direitos humanos não significa respeitar ordens draconianas.
  • A medida também atinge outras ONGs nos Estados Unidos, que passaram a evitar comunicação com organizações ligadas a Al-Haq por medo de consequências legais, em meio a uma campanha mais ampla contra a sociedade civil.

Al-Haq, uma destacada organização de direitos humanos palestinianos situada na Cisjordânia, enfrenta sérias dificuldades após ser sancionada pela administração Trump em setembro de 2025. As sanções, impostas devido ao apoio da ONG à investigação da Corte Penal Internacional (CPI) sobre crimes israelenses, resultaram no fechamento de contas bancárias, perda de doações e suspensão de serviços por plataformas como YouTube e Meta.

Desde a imposição das sanções, a situação de Al-Haq se deteriorou. Funcionários trabalham sem remuneração, pois três bancos encerraram suas contas em outubro. Além disso, dois financiadores americanos interromperam suas doações, levando a um ambiente de trabalho precário, onde muitos colaboradores continuam a atuar de forma voluntária. Shawan Jabarin, diretor da organização, expressou sua frustração com o silêncio de instituições norte-americanas que antes colaboravam com Al-Haq, temerosas de represálias do governo.

Pressão sobre ONGs

As sanções não afetam apenas Al-Haq, mas também têm um impacto mais amplo sobre outras ONGs nos Estados Unidos. Organizações que anteriormente mantinham laços com Al-Haq agora evitam qualquer comunicação, receosas de que isso possa resultar em consequências legais severas. Jabarin criticou a falta de ação mais assertiva por parte de grupos de direitos humanos nos EUA, argumentando que “lutar pelos direitos humanos não significa respeitar ordens draconianas”.

Além disso, as sanções fazem parte de uma campanha mais ampla da administração Trump contra a sociedade civil, especialmente visando grupos que defendem os direitos palestinos. Em um contexto de crescente repressão, Jabarin reafirmou o compromisso de Al-Haq em continuar sua documentação das violações de direitos humanos, apesar dos desafios impostos.

Repercussões internacionais

A pressão internacional sobre Al-Haq e outras ONGs palestinas levanta questões sobre a liberdade de expressão e a proteção dos direitos humanos. Jabarin alertou que a resposta global a essa repressão terá implicações duradouras, afirmando que “a Palestina é o teste para todos aqueles que têm consciência”. A situação destaca a luta contínua por justiça e a necessidade de solidariedade em face da adversidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais