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Lewandowski defende integração de dados de segurança com Mercosul

Lewandowski defende integração de dados no Mercosul para criar Banco Nacional de Informações sobre o Crime Organizado e ampliar combate ao tráfico de pessoas

O ministro Ricardo Lewandowski na Câmara dos Deputados. Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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  • Em Brasília, no dia 13 de novembro, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou um novo acordo de cooperação de segurança entre os ministros do Mercosul e destacou a importância da integração de dados, com foco na criação do Banco Nacional de Informações sobre o Crime Organizado previsto na Lei Antifacção.
  • Lewandowski afirmou que a integração de dados é a chave para enfrentar o crime transnacional, e que a comissão responsável pela Lei Antifacção deve evoluir para um banco regional de dados sobre criminosos.
  • O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Escudero, concordou que a cooperação entre os países do Mercosul é essencial para uma resposta mais eficaz ao crime organizado.
  • O acordo também abrange medidas contra o tráfico de pessoas, com uma estratégia conjunta para maior integração entre os Estados-membros, além de assinatura de um compromisso para a segurança do corredor viário bioceânico e de uma declaração sobre vigilância de crimes que afetam o meio ambiente.
  • A secretária de Segurança Nacional da Argentina, Alejandra Montioliva, ressaltou que nenhum país pode combater o crime organizado sozinho; as autoridades apontaram a necessidade de evoluir de declarações para programas concretos, incluindo ações contra a cibercriminalidade, diante dos novos desafios do crime.

Ao anunciar um novo acordo de cooperação de segurança entre os ministros do Mercosul, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, enfatizou a importância da integração de dados no combate ao crime transnacional. O evento ocorreu em Brasília, nesta quinta-feira, 13 de novembro. O foco principal é a criação de um Banco Nacional de Informações sobre o Crime Organizado, previsto na Lei Antifacção, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados.

Durante sua fala, Lewandowski destacou que a integração é a chave para enfrentar as organizações criminosas. Ele acredita que a comissão responsável pela Lei Antifacção evoluirá para criar um banco regional de dados sobre criminosos. O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Escudero, concordou, afirmando que a cooperação entre os países do Mercosul é essencial para uma resposta mais eficaz contra o crime organizado.

Acordos de Cooperação

O acordo de cooperação também abrange medidas contra o tráfico de pessoas, considerado um problema grave na região. Lewandowski mencionou que a criação de uma estratégia conjunta permitirá uma integração maior entre os Estados-membros do Mercosul. Além disso, foi assinado um compromisso para a segurança do corredor viário bioceânico, que conectará o Atlântico ao Pacífico, e uma declaração sobre vigilância de crimes que afetam o meio ambiente.

A Secretária de Seguridade Nacional da Argentina, Alejandra Montioliva, ressaltou que nenhum país pode combater o crime organizado sozinho. Para ela, a articulação de respostas exige cooperação técnica e política entre os países. Os ministros concordaram que as ações devem evoluir de declarações de intenções para programas concretos, adaptando-se às novas realidades do crime, como a cibercriminalidade.

Desafios e Perspectivas

Os ministros também discutiram os desafios que o crime organizado representa atualmente, especialmente o tráfico de drogas, que afeta tanto a segurança pública quanto a saúde pública. Escudero lamentou o impacto devastador do tráfico de drogas no continente, enfatizando a necessidade de uma abordagem mais integrada e criativa para enfrentar esse problema. As autoridades do Mercosul estão se atualizando constantemente para lidar com as práticas criminosas que mudaram significativamente nas últimas décadas.

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