- Desde o início de 2025, foram registrados mais de 800 ataques à infraestrutura ferroviária ucraniana e 3.000 objetos danificados, com prejuízos que passam de US$ 1 bilhão; nos últimos três meses, os ataques triplicaram.
- Drones Shahed, usados pelas forças russas, têm como alvo locomotivas e ferrovias para atacar a logística do país.
- A rede ferroviária movimenta 63% das cargas e 37% do tráfego de passageiros, e é a principal via de entrada de ajuda militar estrangeira, já que aeroportos civis estão inoperantes desde a invasão de 2022.
- Em Lozova, a chefe da estação, Tetyana Tkachenko, relatou ataque recente que causou danos relevantes à infraestrutura local, destacando a importância da estação para várias rotas.
- A Ucrânia adotou defesas eletrônicas contra drones e formou equipes de defesa aérea entre funcionários ferroviários; a vulnerabilidade das locomotivas, por seguirem rotas previsíveis, aumenta a preocupação com a continuidade do serviço, caso os ataques persistam.
A infraestrutura ferroviária da Ucrânia tem sido alvo de intensos ataques desde o início de 2025, com mais de 800 ataques registrados e 3.000 objetos danificados, resultando em prejuízos que ultrapassam US$ 1 bilhão. O governo ucraniano, por meio do vice-primeiro-ministro Oleksii Kuleba, destacou que as ofensivas se intensificaram, especialmente nos últimos três meses, onde os ataques triplicaram.
Os drones Shahed, utilizados pelas forças russas, têm sido empregados para atingir locomotivas e ferrovias, colocando em risco a logística vital do país. Kuleba enfatizou que a rede ferroviária é crucial para o transporte de 63% das cargas e 37% do tráfego de passageiros, além de ser a principal via de entrada de ajuda militar estrangeira, já que os aeroportos civis estão inoperantes desde a invasão em 2022.
Impacto nos transportes
Os ataques têm como alvo não apenas as ferrovias, mas também as estações, onde a concentração de pessoas é alta. Tetyana Tkachenko, chefe da estação de Lozova, relatou um ataque recente que causou danos significativos à infraestrutura local, ressaltando que a estação é um ponto estratégico para várias rotas.
A estratégia russa visa destruir a capacidade logística da Ucrânia, especialmente nas regiões do sul e do Donbas. Além disso, os ataques têm sido acompanhados de ameaças de bomba, complicando ainda mais a situação. Apesar dos danos, a população continua a utilizar os trens para se deslocar, evidenciando a resiliência ucraniana frente aos desafios impostos pela guerra.
Medidas de proteção
Para mitigar os danos, a Ucrânia implementou sistemas eletrônicos de defesa contra drones e formou equipes de defesa aérea entre os funcionários ferroviários. No entanto, a vulnerabilidade das locomotivas, que seguem rotas previsíveis e são relativamente lentas, aumenta a preocupação com a continuidade do serviço ferroviário. Especialistas alertam que, se os ataques persistirem, a Ucrânia poderá enfrentar uma grave crise de transporte, mesmo que os trilhos permaneçam intactos.
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