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Pressão polonesa consegue cancelar leilão de documentos nazistas na Alemanha

Subasta em Neuss de cartas de vítimas do Holocausto e documentos nazistas é suspensa após pressão da Polônia; investigação da procedência é aberta

Almudena de Cabo
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  • Subasta programada para esta segunda-feira em Neuss, Alemanha, que reunia cartas de prisioneiros do Holocausto e documentos de perpetradores nazistas, foi suspensa oficialmente após pressão internacional.
  • A Polônia pressionou pela suspensão, alegando que a venda era ofensiva e pedindo a devolução dos documentos ao Museu de Auschwitz; autoridades alemãs concordaram em evitar novos casos similares.
  • A casa de leilões Felzmann retirou os itens de sua página no último domingo; houve críticas ao uso comercial de materiais ligados ao sofrimento das vítimas.
  • O Ministério da Cultura da Alemanha anunciou medidas para impedir futuras vendas semelhantes; documentos históricos devem permanecer em museus e memoriais, não em coleções privadas.
  • A investigação sobre a procedência dos itens foi aberta para verificar a possibilidade de devolução à Polônia; entre os itens estavam correspondências de prisioneiros e notas de Arthur Liebehenschel, além de objetos de propaganda nazista.

Uma subasta programada para esta segunda-feira em Neuss, Alemanha, que incluía cartas de prisioneiros do Holocausto e documentos de perpetradores nazistas, foi suspensa oficialmente após forte pressão internacional. A Polônia, que considerou a venda “ofensiva”, foi fundamental para a decisão, que gerou críticas ao uso comercial de itens relacionados ao sofrimento das vítimas.

A casa de leilões Felzmann retirou os itens de sua página na internet no último domingo. O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, expressou gratidão ao seu colega alemão, Johann Wadephul, por impedir o que chamou de “escândalo”. Sikorski destacou que “a memória das vítimas do Holocausto não é uma mercadoria” e pediu a devolução dos documentos ao Museu de Auschwitz.

Medidas e Investigações

Após a suspensão da subasta, o Ministério da Cultura da Alemanha anunciou que tomará medidas para evitar futuras vendas similares. O titular da pasta, Wolfram Weimer, afirmou que os documentos históricos devem ser preservados em museus e memorials, e não em coleções privadas.

Além disso, uma investigação sobre a procedência dos itens foi aberta para verificar se algum deles deve ser devolvido à Polônia. A subasta incluía mais de 600 lotes, como correspondências de prisioneiros e notas de Arthur Liebehenschel, comandante de Auschwitz, além de objetos de propaganda nazista.

A proposta de venda provocou reações negativas de várias entidades, incluindo o Comitê Internacional de Auschwitz e o Instituto Fritz Bauer. Ambos criticaram a comercialização de documentos que retratam o sofrimento humano, considerando a iniciativa como “cínica e vergonhosa”.

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