- Colômbia não vai aprovar novos projetos de petróleo e mineração de grande porte na Amazônia, que corresponde a quarenta e dois por cento do território brasileiro.
- A prática inteira da Amazônia colombiana será transformada em reserva de recursos naturais renováveis, conforme anúncio da ministra interina do Meio Ambiente, Irene Vélez Torres, na COP trinta.
- O governo afirma que quarenta e três blocos de petróleo e 286 pedidos de mineração ainda não começaram, e que a medida busca evitar degradação ambiental, contaminação de rios e perda de biodiversidade.
- Vélez pediu que outros países amazônicos adotem proteções semelhantes, destacando que a Colômbia controla apenas sete por cento da Amazônia e que a cooperação regional é essencial.
- A posição colombiana contrasta com ações de países como o Brasil, que vêm expandindo atividades de óleo e gás na região.
Colômbia não aprovará mais novos projetos de óleo ou mineração em seu bioma amazônico, que representa 42% do território nacional, conforme anúncio do Ministério do Meio Ambiente em 13 de novembro, durante a COP30 em Belém.
ALEXA: O Ministério informou que toda a Amazônia colombiana será reservada para recursos naturais renováveis. A declaração foi feita pela ministra interina do Meio Ambiente, Irene Vélez Torres, em reunião de ministros com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônia.
A prefeitura ambiental ressalta que a medida visa impedir degradação florestal, contaminação de rios e perda de biodiversidade que possam afetar o equilíbrio climático do continente. Ações semelhantes são incentivadas para outros países amazônicos, segundo Vélez.
A região amazônica sob controle colombiano abriga 871 blocos de óleo e gás, com grande parte ainda em estudo ou em leilão, e apenas 7% do bioma está sob gestão colombiana, conforme dados apresentados pela pasta.
Medidas e impactos
O Ministério destacou que nesse cenário já existem 43 blocos de óleo e 286 pedidos de mineração sem início de exploração, os quais ficarão inviáveis sob a nova regra. A expectativa é reduzir riscos ao clima regional.
O governo brasileiro tem adotado direções opostas no último ano, com avanços na fiscalização de desmatamento e leilões em áreas próximas a comunidades indígenas, segundo balanços recentes. As informações oficiais de colaborações regionais não foram atualizadas por Brasília nesta nota.
Especialistas destacam que a decisão pretende fortalecer soberania ambiental e incentivar cooperação entre nações que compartilham a Amazônia, que não reconhece fronteiras administrativas. A avaliação é de que medidas de proteção devem estimular práticas mais sustentáveis.
Perspectivas regionais
Peru e Equador têm impulsionado projetos de exploração, com leilões e parcerias privadas em áreas amazônicas, segundo fontes setoriais. A atuação de cada país influencia o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental na região.
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