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ONG denuncia mortes de 98 palestinos em custódia israelense desde invasão a Gaza

Organização não governamental relata 98 palestinos mortos sob custódia israelense desde outubro de 2023, com alegações de desaparecimentos forçados e falhas médicas

ONG denuncia mortes de 98 palestinos em custódia israelense desde invasão a Gaza
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  • A ONG Physicians for Human Rights divulgou relatório indicando que 98 palestinos morreram sob custódia israelense desde outubro de 2023, com 68 mortes em Gaza e 26 na Cisjordânia; outras quatro ocorreram depois.
  • As causas apontadas são violência física, negligência médica e desaparecimentos forçados; a organização afirma que a cifra real pode ser maior devido a casos não documentados.
  • O documento, de 28 páginas, afirma que há uma média de uma morte a cada quatro dias e critica a falta de transparência das autoridades israelenses sobre os casos.
  • Do total de mortes verificadas, 52 ocorreram em prisões militares, enquanto o restante ocorreu em instalações do Serviço de Prisões de Israel; nos dez anos anteriores a outubro de 2023, menos de 30 palestinos morreram sob custódia.
  • Entre os casos destacados estão Abdul Al-Rahman Al-Bahsh, que morreu em janeiro de 2024 após suposta agressão e assistência médica inadequada, e Walid Khaled Abdullah Ahmad, adolescente que apresentou sinais de desnutrição e morreu sem os cuidados necessários; a PHR pede investigação internacional e responsabilização.

A ONG Physicians for Human Rights (PHR) divulgou um relatório alarmante, revelando que 98 palestinos morreram sob custódia israelense desde outubro de 2023. O documento destaca 68 mortes em Gaza e 26 na Cisjordânia, além de outras quatro que ocorreram posteriormente. As causas incluem violência física, negligência médica e desaparecimentos forçados.

O relatório, que possui 28 páginas, indica que um palestino tem morrido a cada quatro dias em média durante esse período. A PHR considera que a cifra real pode ser ainda maior, uma vez que muitos casos de desaparecimento não foram documentados. A falta de transparência por parte das autoridades israelenses gera preocupações sobre o destino de centenas de detidos.

Denúncias de Violência e Abusos

A PHR caracteriza as mortes como parte de uma política oficial de opressão, evidenciada por detenções massivas ilegais e tortura. O relatório aponta que 52 das 94 mortes ocorreram em prisões militares, enquanto o restante se deu em instalações do Serviço de Prisiões de Israel. Em comparação, menos de 30 palestinos morreram sob custódia israelense nos dez anos anteriores a outubro de 2023.

Os dados foram coletados a partir de registros oficiais, autópsias e relatos de advogados. Entre os casos investigados, destaca-se o de Abdul Al-Rahman Al-Bahsh, que faleceu em janeiro de 2024 após ser supostamente agredido e ter recebido assistência médica inadequada. Outro caso é o de Walid Khaled Abdullah Ahmad, um adolescente que apresentou sinais de desnutrição e morreu sem receber os cuidados necessários.

Pedido de Investigação Internacional

A PHR exige uma investigação internacional sobre as circunstâncias das mortes e responsabilização dos envolvidos. O relatório critica o encobrimento sistemático das investigações por parte das autoridades israelenses, que perpetua a impunidade. A ONG conclui que a morte de palestinos sob custódia se tornou uma prática normalizada, refletindo uma grave violação dos direitos humanos.

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