- Jersey, território inglês conhecido como paraíso fiscal, tornou-se foco de investigações sobre Roman Abramovich, com documentos judiciais mostrando abrigo autorizado pelo governo britânico antes da invasão da Ucrânia e residência concedida em 2016 e 2017 para indivíduos de ultra-alto patrimônio.
- Em setembro de 2017, a solicitação de Abramovich foi aprovada; ele transferiu ativos relevantes para Jersey, com movimentações adicionais em 2021, meses antes da invasão.
- Em dois mil e vinte e dois, foram congelados US$ 7 bilhões em ativos do magnata, levando a investigações de lavagem de dinheiro e sanções.
- A apuração foi ampliada após a invasão russa à Ucrânia, com ações de busca e um inquérito criminal aberto em janeiro de dois mil e vinte e três; a defesa afirma motivação política e nega corrupção.
- Documentos indicam que a decisão de permitir a transferência de ativos para Jersey foi alvo de avaliação cuidadosa; em Jersey, Barry Faudemer expressou preocupações sobre riscos reputacionais; Abramovich enfrenta derrotas legais, incluindo rejeição, em dois mil e vinte e três, de seus recursos para reverter o congelamento e abrir revisão judicial.
O território de Jersey, conhecido como um paraíso fiscal, tem se tornado o foco de investigações sobre o bilionário russo Roman Abramovich. Recentes documentos judiciais revelam como o oligárquico recebeu abrigo em Jersey com a aprovação do governo britânico, antes da invasão da Ucrânia. Em 2016 e 2017, Abramovich e seus associados foram concedidos residência sob um esquema para indivíduos de ultra-alto patrimônio.
Os registros mostram que, em setembro de 2017, a solicitação de Abramovich foi aprovada. Durante esse período, ele transferiu ativos significativos para Jersey, com movimentações adicionais ocorrendo em 2021, meses antes da invasão da Ucrânia. No total, US$ 7 bilhões em ativos foram congelados em 2022, levando a investigações de lavagem de dinheiro e sanções contra o magnata.
Investigação e Congelamento de Ativos
A investigação em Jersey começou após a Rússia invadir a Ucrânia, resultando em um congelamento de ativos e buscas em propriedades associadas a Abramovich. Em janeiro de 2023, foi revelado que as ações eram parte de um inquérito criminal focado em possíveis práticas de lavagem de dinheiro e corrupção. A defesa de Abramovich argumenta que a investigação é politicamente motivada e que ele não está envolvido em corrupção.
Além disso, documentos judiciais indicam que a decisão de permitir a transferência de ativos para Jersey foi cuidadosamente considerada. Barry Faudemer, ex-chefe de enforcement da Jersey Financial Services Commission, expressou preocupações sobre os riscos reputacionais associados à associação de Abramovich com o governo russo.
Oposição e Consequências Legais
Abramovich tem enfrentado uma série de derrotas legais ao tentar reverter o congelamento de seus ativos. Em 2023, um tribunal de apelação de Jersey rejeitou seus pedidos. A situação se complicou ainda mais com o surgimento de um processo de revisão judicial contra a decisão do procurador-geral de investigar suas atividades. A defesa do magnata alega que não houve progresso nas investigações e que não foram apresentadas acusações formais.
As decisões judiciais recentes revelam a complexidade da relação entre Jersey e o governo britânico, que permanece envolvida em questões de segurança nacional e reputação internacional. A investigação continua ativa, enquanto a situação de Abramovich se torna cada vez mais complicada em meio a sanções internacionais e pressões políticas.
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