- O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, pela primeira vez, visitou Guernica acompanhado do rei Felipe VI para homenagear as vítimas do bombardeio de 1937 e debater memória, justiça e paz.
- A cerimônia de lembrança ocorreu em um cemitério da cidade, na presença de outras autoridades locais.
- Steinmeier visitou o Museu da Paz, onde se reuniu com dois sobreviventes do ataque, Crucita Etxabe e María del Carmen Aguirre.
- O líder alemão ressaltou que crimes cometidos na época não devem ser esquecidos e destacou a necessidade de defender direitos humanos e liberdade.
- O prefeito de Guernica e o presidente regional basco enfatizaram a importância de seguir o exemplo da Alemanha e buscar verdade, justiça e reparação, incluindo a possível transferência da obra Picasso para a cidade.
Nesta sexta, o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier tornou-se o primeiro chefe de Estado alemão a visitar Guernica, no País Basco, para homenagear as vítimas do bombardeio de 1937 e discutir memória, justiça e paz.
Acompanhava-o o rei Felipe VI. Em cerimônia no cemitério da cidade, foi depositada uma coroa para as vítimas, em ato que marca a distância entre o passado e o presente.
Logo após, Steinmeier visitou o Museu da Paz de Guernica, onde encontrou as sobreviventes Crucita Etxabe e María del Carmen Aguirre e manteve conversas com autoridades locais.
Memória e justiça
O visitante lembrou que a Luftwaffe, com apoio da Itália, bombardou Guernica em 26 de abril de 1937, durante a Guerra Civil, resultando em centenas de mortos e feridos. A ação é lembrada como marco traumático para a cidade e para a memória europeia.
Durante a agenda, houve contatos entre o presidente alemão e o governo regional Basco sobre memória, justiça e a importância de manter viva a lembrança do evento. A visita também reafirmou compromissos com direitos humanos e paz.
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