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Reino Unido falha negociações para entrar no fundo de defesa da UE, atrapalhando Starmer

Negociações para o Reino Unido ingressar no fundo Safe da UE fracassam, com divergências sobre contribuição e taxa de até seis bilhões de euros, abrindo apenas termos de terceiros para o país

Keir Starmer with the European Commission president, Ursula von der Leyen, in Brussels. Photograph: Omar Havana/AP
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  • O Reino Unido buscava participar do fundo Safe da União Europeia, um programa de €150 bilhões voltado a financiar a defesa europeia.
  • As negociações fracassaram dias antes do prazo, com divergências sobre a contribuição financeira, incluindo rumores de uma taxa de entrada de até €6–6,5 bilhões.
  • O governo afirmou que o Reino Unido poderia participar em termos de terceiros, mas o acordo não foi fechado.
  • O ministro para relações com a UE, Nick Thomas-Symonds, disse que, mesmo sem o acordo, a indústria de defesa britânica poderia participar de projetos do Safe em condições de “terceiros”, mantendo a defesa nacional como prioridade.
  • Sem o pacto, o Reino Unido não poderia fornecer mais de 35% do valor de componentes de qualquer projeto financiado pelo Safe.

O governo do Reino Unido encerrou as negociações para entrar no fundo de defesa Safe da UE, uma linha de empréstimos de €150 bilhões, dias antes do prazo estipulado. O objetivo era ampliar a participação britânica em projetos financiados pela União e favorecer a atuação de empresas de defesa do país. As conversas, que tinham começado após a assinatura de um acordo de parceria de segurança e defesa entre Londres e Bruxelas, não chegaram a um fechamento técnico.

A disputa central foi a contribuição financeira que o Reino Unido aceitaria pagar. Fontes envolvidas apontaram divergências significativas acerca do valor, com sugestões de uma taxa de entrada de até €6–6,5 bilhões. O governo afirmou que o país poderia participar em condições de terceiro, mas não houve acordo definitivo.

Nick Thomas-Symonds, ministro das Relações com a UE, disse que as negociações foram decepcionantes, mas que a indústria britânica ainda poderia participar de projetos Safe em termos de terceiro país. Já o ex-diplomata Peter Ricketts classificou o possível custo como desproporcional para aceitação por parte de alguns membros da UE.

As conversas passaram por momentos de otimismo público. O primeiro-ministro havia expressado a expectativa de acordo por meio de diplomacia discreta durante a viagem à Cúpula do G20 na África do Sul, mas a posição de Healey, ministro da Defesa, sugeriu disposição para deixar a iniciativa caso o preço não fosse adequado. Com o impasse, a UE e o Reino Unido seguem sem assinatura de um acordo que ampliaria o papel britânico no Safe.

No desenrolar do processo, o governo afirmou que o Reino Unido manteria a participação de terceiros em projetos Safe, mesmo sem adesão plena ao fundo. A situação ocorreu meses após a assinatura do memorando de segurança e defesa entre as partes, que havia aberto espaço para maior cooperação, desde que respeitadas as condições financeiras e técnicas acordadas.

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