- Vídeo de operação em Jenin mostra dois palestinos que haviam se rendido sendo alvejados por soldados durante ação conjunta do Exército israelense e da polícia fronteiriça.
- O episódio ocorreu na quinta-feira à noite e está sob revisão do Ministério da Justiça; o ministro Itamar Ben-Gvir defendeu publicamente os agentes.
- Imagens mostram os detidos saindo do local, rendidos, antes de serem atingidos por disparos após a invasão de uma entrada de garagem com uma máquina.
- O Exército israelense informou que os homens eram suspeitos ligados a uma rede terrorista e que a ação será encaminhada aos órgãos competentes para avaliação.
- A organização de direitos humanos B’Tselem critica a violência e diz não haver mecanismos eficazes de responsabilização em casos de mortes de palestinos, apontando encobrimento pelo processo de revisão militar.
Um vídeo divulgado recentemente mostra soldados israelenses abrindo fogo contra dois palestinos que haviam se rendido durante uma operação militar em Jenin. A sequência ocorreu na noite de quinta-feira e já está sob análise do Ministério da Justiça, conforme informou o Exército israelense. O lançamento de fogo aconteceu após o uso de uma máquina para abrir passagem em uma área urbana.
As imagens, que foram registradas por jornalistas próximos ao local, mostram parte de uma operação conduzida pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) em conjunto com a polícia de fronteira. Os dois homens aparecem rendidos e, pouco depois, caem gravemente feridos. Não há ainda confirmação independente sobre o desfecho ou sobre ferimentos adicionais.
Segundo o relatório da IDF, a operação tinha como objetivo prender indivíduos vinculados a uma rede de terrorismo na região de Jenin. O comunicado oficial afirma que a operação envolveu um longo cerco e a apresentação de uma ordem de rendição, seguida pela entrada de equipamentos de engenharia na estrutura. O incidente é classificado como sob avaliação pelas lideranças no terreno.
Investigação e reações
O ministro Itamar Ben-Gvir, representante da ala ultradereista, expressou apoio aos membros da polícia de fronteira e às tropas que atuaram no local, afirmando que os combatentes agiram conforme o esperado. A declaração gerou críticas de organizações de direitos humanos, que questionam a responsabilização em casos de lethal force em Jenin.
Organizações como a B’Tselem já criticavam, antes do episódio, a condução de investigações sobre mortes de palestinos e a percepção de decréscimo de responsabilização. A entidade informou que a cooperação com o processo de revisão militar teria sido encerrada em 2016, apontando para um histórico de controvérsia nas apurações.
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