- Agentes da Agência Nacional Anticorrupção (NABU) e da Fiscalía Anticorrupción (SAPO) registraram a residência de Andriy Yermak, chefe da presidência da Ucrânia, em Kyiv, como parte do caso Midas.
- O caso envolve suposto desvio de recursos e lavagem de dinheiro ligado a Dilma Mindich, sócio de Zelenski na Kvartal 95; registros mostram possível desvio de mais de 85 milhões de euros do orçamento da Energoatom.
- O secretário do Conselho de Segurança Nacional, Rustem Umerov, já foi interrogado, e não está confirmado se Yermak será formalmente investigado.
- Oito meses de tensão políticas partiram de ações contra órgãos anticorrupção em julho, com o governo sendo pressionado por oposição a promover mudanças ou um governo de unidade nacional.
- A investigação também aponta manobras para contornar investigações, com Yermak citado em registros com o apelido “Alibaba” segundo a oposição, e o país enfrentando descontentamento público crescente e interrupções na rede de energia.
O Ministério Público Anticorrupção e a NABU realizaram, nesta sexta, uma operação de busca na residência de Andriy Yermak, chefe da presidência ucraniana, em Kiev. A ofensiva integra o inquérito conhecido como Caso Midas, que apura desvio de recursos e a atuação de uma rede de comissões ligada ao entorno do presidente Volodímir Zelenski. A diligência ocorreu no domicílio de Yermak e não em seus locais de trabalho, conforme comunicado oficial.
Segundo os investigadores, Yermak coopera com as apurações. As informações iniciais apontam que Mindich, empresário próximo a Zelenski, figura central nas gravações já analisadas, é objeto de escrutínio por supostas operações de cobrança de comissões e lavagem de dinheiro envolvendo ministérios, incluindo Energia. A operação de hoje é a primeira a mirar diretamente Yermak, com detalhes sobre possíveis vínculos com contratos públicos ainda não divulgados.
Ainda não há definição sobre a abertura formal de investigação contra Yermak. O caso Midas é alimentado por horas de gravações de telefonemas atribuídas a Mindich, que foi alvo de buscas no passado e fugiu do país poucas horas antes. Entre os possíveis impactos políticos, observa-se pressão por substituições no alto escalão, com rumores sobre medidas contra outros interlocutores próximos a Zelenski.
Na órbita política, a operação aumenta a tensão entre o governo e a oposição. Grupos oposicionistas consideram que o caso pode exigir mudanças no comando institucional, visto o papel central de Yermak na condução política. Dados públicos recentes apontam consultorias e opiniões negativas em parte da população sobre a gestão do governo em meio a cortes de energia e dificuldades econômicas.
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