- Incêndio em Wang Fuk Court destruiu sete de oito blocos, considerado o pior da cidade em sete décadas; obras estavam em andamento desde julho de 2024 e as alarmes não funcionaram.
- Três minutos de silêncio e início de três dias de luto; o balanço aponta pelo menos cento e vinte e oito mortos e cerca de duzentos desaparecidos, incluindo noventa e nove não identificados.
- Bombeiros deram as chamas por extintas na sexta-feira; área de evacuação e ponto de doações estão sendo organizados.
- Onze pessoas foram detidas no caso: três da Prestige Construction & Engineering e oito vinculadas à Will Power Architects, envolvidas na renovação.
- Aproximadamente oito centos moradores foram realocados para alojamentos temporários; investigações sobre as causas devem durar entre três e quatro semanas.
O maior incêndio da história recente de Hong Kong atingiu Wang Fuk Court, um complexo de oito torres, na semana passada. O fogo começou na quarta-feira e deixou saldo de pelo menos 128 mortos e cerca de 200 desaparecidos.
Cerca de 4.600 moradores foram afetados. Ao menos 800 foram realocados para hotéis, albergues e apartamentos temporários enquanto equipes de resgate trabalham para localizar as pessoas desaparecidas. As causas permanecem em apuração.
As investigações miram a estrutura do complexo, que estava em obras desde julho de 2024. Áreas externas com andaimes de bambu e telas verdes, associadas a placas de poliestireno, são apontadas como fatores que facilitaram a expansão das chamas.
Detidos chegam a 11 pessoas: três ligadas à Prestige Construction & Engineering, responsável pela obra, e oito vinculadas à Will Power Architects, responsável pela renovação. A polícia não informou novos passos após as detensões.
A cidade decretou três dias de luto e um minuto de silêncio pela manhã deste sábado. O chefe do governo, John Lee, presidiu o ato, marcado pelo recuo de som de sirenes e sirva de homenagem às vítimas.
Testemunhas relatam descrições preocupantes do momento do incêndio. Vítimas não identificadas somam 89 entre os desaparecidos, segundo as autoridades, que avaliam ainda a extensão das perdas.
O Ministério da Segurança destacou que falhas nas alarmes de incêndio contribuíram para a dificuldade de evacuação. A investigação dura entre três e quatro semanas, com foco em normas de segurança e licenças da obra.
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