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Cinco sul-africanos em tribunal por suposto recrutamento para guerra na Ucrânia

Cinco sul-africanos aparecem no tribunal e ficam em custódia; investigações seguem sobre recrutamento para lutar pela Rússia sem autorização governamental

The five suspects appeared at Kempton Park magistrates court in Johannesburg on Monday. Photograph: Oupa Nkosi/Reuters
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  • Cinco sul-africanos, incluindo Nonkululeko Mantula, 39; Thulani Mazibuko, 24; Xolani Ntuli, 47; Siphamandla Tshabalala, 23; e Sfiso Mabena, 21, compareceram ao tribunal e seguem detidos.
  • As prisões ocorreram em dias diferentes após denúncias à Hawks, com audiência de fiança marcada para 8 de dezembro.
  • A polícia informou que os suspeitos viajavam para a Rússia via Emirados Árabes Unidos e foram impedidos na porta de embarque; uma mulher foi presa ao retornar ao país.
  • As investigações apuram recrutamento e passagem de sul‑africanos para integrar as forças russas, com alegações envolvendo familiares do ex‑presidente Jacob Zuma.
  • A presidência informou que investiga como as pessoas ficaram presas e que trabalha para trazê‑los de volta ao território sul‑africano.

Cinco sul-africanos foram apresentar-se ao tribunal sob acusação de recrutamento e participação em combate ao lado da Rússia, em meio a alegações de que 17 sul-africanos teriam sido enganados para ir a frentes de batalha. A prisão ocorreu após denúncias à Hawks, a unidade de crime organizado.

Os suspeitos, cujos nomes aparecem em registros, aguardam audiência de fiança marcada para 8 de dezembro. As detenções ocorreram em dias distintos, com uma mulher presa ao retornar ao país pelo aeroporto OR Tambo, próximo a Joanesburgo, e outros três flagrados no aeroporto na sequência, segundo a polícia.

A investigação aponta que uma sul-africana facilitava viagens e recrutamento para o que seria uma participação militar na Federação Russa. A polícia informou que o caso envolve passagem ilegal de pessoas para atuar na Rússia.

Avanços da apuração

As apurações também envolvem suspeitas de recrutamento por familiares de Duduzile Zuma, com relatos de que 17 homens teriam sido enganados, incluindo parentes de membros da família Zuma. A presidência da África do Sul confirmou que investiga como os cidadãos ficaram presos na Ucrânia oriental.

O governo manteve contestação formal de que é ilegal lutar ou ajudar forças estrangeiras sem autorização oficial. Em 6 de novembro, o gabinete presidencial disse estar trabalhando para trazer os homens de volta ao país.

Contexto adicional

Relatos de redes sociais associados a uma das pessoas detidas mostram participação em eventos em Moscou. O caso também envolve ligações com organizações ligadas ao bloco Brics, que compreende países não ocidentais, e com a Brics Journalists Association, sob sanções da UE desde julho por suposta disseminação de narrativas pró-Rússia.

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