- Tulip Siddiq, deputada trabalhista pelo Hampstead e Highgate, foi condenada a dois anos de prisão pela justiça de Bangladesh por supostas irregularidades ligadas à sua tia, a ex-primeira ministra Sheikh Hasina.
- Siddiq afirma não ter sido informada das acusações nem ter acesso à defesa, e a promotoria busca pena máxima de prisão perpétua.
- Hasina foi condenada, no mês anterior, por crimes contra a humanidade relacionados à repressão a protestos estudantis.
- O processo em Dhaka envolve Siddiq e mais de vinte investigados, incluindo familiares próximos, com acusações de favorecer familiares na obtenção de terras.
- A defesa sustenta que o julgamento é politicamente motivado; caso haja extradição, pode afetar relações entre Reino Unido e Bangladesh.
Tulip Siddiq, deputada britânica do Labour pelo círculo Hampstead e Highgate, foi condenada a dois anos de prisão por um tribunal de Bangladesh, em Dhaka. A denúncia envolve supostas irregularidades ligadas a apoiar familiares de sua tia, a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina. Siddiq nega todas as acusações e afirma não ter sido informada das acusações nem ter acesso à defesa. A acusação pode pedir pena máxima de prisão perpétua.
A defesa contesta o processo, apontando falta de informações, direito a advogado e possível viés político. Siddiq mantém que não possui passaporte ou documento de identidade bangladeshiano atualizados e sustenta ter sido alvo de uma ação política por sua relação familiar com Hasina.
Contexto e desdobramentos
Desde agosto, Siddiq e outras 20 pessoas, incluindo membros da família de Hasina, enfrentam o julgamento no tribunal de Dhaka. Hasina, que governou o Bangladesh por 15 anos, foi condenada recentemente por crimes contra a humanidade em relação à repressão a protestos estudantis do ano anterior, em um veredito considerado histórico por setores internacionais.
Questionada sobre a relação com a tia, Siddiq afirmou que estava presente apenas socialmente em eventos ligados a Hasina. Segundo a imprensa local, documentos de identidade apresentados pelos investigadores teriam sido contestados pela defesa, que sustenta haver falsificações. A integrante da equipe jurídica de Siddiq aponta ainda que um advogado escolhido pela deputada enfrentou prisão domiciliar e pressões.
Repercussões e próximos passos
A condenação pode complicar a relação entre o Reino Unido e Bangladesh, já que não existe acordo de extradição automático, mas autoridades do governo britânico podem solicitar a cooperação por meio de instrumentos diplomáticos. Em solo britânico, Siddiq já enfrentou críticas por ligações financeiras com apoiadores de Hasina, o que levou à sua renúncia como ministério anti-corrupção no ano passado. O caso permanece sob escrutínio internacional, com foco na legalidade do processo e nos direitos da deputada a uma defesa plena.
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