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OMS pede maior acesso a ferramentas de prevenção da Aids no Dezembro Vermelho

OMS pede ampliar acesso à prevenção do HIV, incluindo lenacapavir e PrEP de longa duração; alerta para cortes de financiamento que afetam serviços essenciais

No Dia Mundial de Luta contra a Aids, a OMS reforça a urgência de ampliar o acesso a ferramentas como o lenacapavir e alerta para cortes de financiamento - Foto: Ministério da Saúde
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  • A Organização Mundial da Saúde pediu ampliar o acesso a ferramentas de prevenção ao HIV, incluindo o lenacapavir, medicamento de nova classe de antirretrovirais, e abriu o Dezembro Vermelho para reforçar prevenção e tratamento.
  • A OMS aprovou diretrizes para o uso do remédio injetável de longa duração, administrado duas vezes ao ano, como opção de PrEP (profilaxia pré-exposição).
  • O objetivo é ampliar o acesso a essas ferramentas globalmente, especialmente para populações em risco, como parte da luta para terminar a Aids até 2030.
  • A organização destacou cortes de financiamento em 2024 que provocaram interrupções em prevenção, testagem e tratamento do HIV, afetando serviços essenciais.
  • Dados da OMS/Unaids indicam 1,3 milhão de novas infecções em 2024 e 40,8 milhões de pessoas vivendo com HIV; estima-se que 2,5 milhões perderam acesso ao PrEP até outubro de 2025 devido aos cortes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu ampliar o acesso a ferramentas de prevenção ao HIV, marcando o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A action ocorre em meio ao início do Dezembro Vermelho, mês dedicado à prevenção e ao tratamento da doença.

A OMS destacou o lenacapavir, uma nova classe de antirretrovirais, como instrumento para reduzir infecções pelo vírus. Diretrizes aprovadas autorizam o uso do medicamento injetável de longa duração, administrado duas vezes ao ano, como alternativa aos comprimidos orais na PrEP.

Segundo o órgão, ampliar o acesso a essas ferramentas é prioridade global. Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu que governos e parceiros atuem para levar prevenção a populações em risco, especialmente as mais vulneráveis.

A agência também rechaçou cortes de financiamento a serviços de saúde. No início de 2024, os Estados Unidos – maior doador da OMS – sinalizaram saída da organização, o que gerou impactos em programas de prevenção, testagem e tratamento do HIV.

Dados recentes apontam queda de investimentos em 2024, com interrupções em serviços de prevenção, testagem e tratamento. A Coalizão de Defesa da Vacina contra a Aids estima que cerca de 2,5 milhões de pessoas perderam acesso à PrEP em 2025 devido a cortes.

Conforme o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), 1,3 milhão de novas infecções em 2024 elevaram o conjunto mundial a 40,8 milhões de pessoas vivendo com HIV. A OMS mantém a meta de terminar com a Aids até 2030, com ênfase na proteção de trabalhadores sexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e usuários de drogas.

O reconhecimento de que prevenção e tratamento devem permanecer prioridades é enfatizado pela OMS. O comunicado ressalta que a continuidade dos serviços é essencial para reduzir novas infecções e mortes associadas ao HIV. (Com informações da Agência Estadão, Por Andreza de Oliveira)

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