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ONU aprova resolução que denuncia perseguição a cristãos no Irã

ONU condena perseguição a minorias religiosas no Irã; Terceiro Comitê pede libertação de detidos e fim da vigilância por fé (Brasil entre abstenções)

A resolução recebeu 79 votos favoráveis, 28 contrários e 63 abstenções — entre elas, a do Brasil - Foto: Captura de Tela/ONU
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  • Uma resolução do Terceiro Comitê da Assembleia Geral da ONU condena a perseguição religiosa no Irã, com foco em cristãos convertidos do islamismo, e pede fim de discriminação e restrições a cultos.
  • A matéria aprovada teve 79 votos a favor, 28 contrários e 63 abstenções, incluindo o Brasil entre as abstenções.
  • O texto, apresentado pelo Canadá, exige a liberação de detidos por motivos religiosos e o fim da vigilância com base na fé.
  • O relatório aponta aumento de prisões e casos de assédio e discurso de ódio contra minorias religiosas, citando relatos da mídia iraniana.
  • A ONU destaca que o Irã aparece entre as 50 nações monitoradas pela Portas Abertas (Lista Mundial da Perseguição), com dados sobre prisões de cristãos e repete críticas ao Artigo 500 do Código Penal.

O Terceiro Comitê da ONU aprovou uma resolução que condena a perseguição religiosa no Irã, com foco nos cristãos convertidos. Foram 79 votos a favor, 28 contrários e 63 abstenções, entre as quais o Brasil. A decisão foi divulgada no final de novembro.

A proposta foi apresentada pelo Canadá e cobra a liberação de detidos por motivos religiosos e o fim da vigilância por fé. O texto aponta aumento de prisões, assédio e discursos de ódio contra minorias religiosas no país.

Entre os países que votaram contra estão China, Coreia do Norte, Índia, Eritreia, Iraque e Cuba — alguns figuram na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Portas Abertas (LMP 2025). A ONU também aponta restrições a locais de culto.

Contexto e motivações

O documento exorta o Irã a eliminar, na lei e na prática, a discriminação baseada na fé e a suspender ações de vigilância contra cristãos e outras minorias. A ONU cita relatos de mídia iraniana que relatam preconceito e ataques a religiosos.

A relatora das Nações Unidas para direitos humanos no Irã, Mai Sato, afirma que ao menos 96 cristãos foram presos por atividades religiosas entre 24 de junho e 31 de julho deste ano. O Irã figura na nona posição da LMP 2025.

A resolução reforça cobrança internacional por cabíveis medidas de proteção e pela libertação de detidos por fé. O texto também ressalta que o padrão de violação de direitos humanos persiste no Irã. Fonte: Article 18.

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