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Chavismo busca aliados diante de ataques dos EUA no mar

Venezuela abre investigações sobre execuções extrajudiciais durante ofensiva dos EUA no Caribe; mais de vinte lanchas destruídas e mais de oitenta mortos

Un helicóptero de los Marinos estadounidenses en el Mar Caribe, el 17 de noviembre.
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  • Estados Unidos aumenta a pressão sobre Nicolás Maduro com ofensiva militar no Caribe e acusações sobre narco lanchas.
  • Venezuela anuncia abertura de investigações sobre execuções extrajudiciais e reúne familiares de vítimas, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
  • O procurador-geral chavista, Tarek William Saab, afirmou que não havia drogas a bordo, apenas peixes e bolsas; afirmou que uso de força letal contra navio civil em águas internacionais exige defesa própria ou resolução da ONU.
  • O saldo da operação passa de vinte lanchas destruídas e mais de oitenta tripulantes mortos; o Senado e a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pedem explicações e há proposta de saída da Corte Penal Internacional.
  • Venezuela enviou carta à Organização dos Países Exportadores de Petróleo denunciando uso da força militar pelos Estados Unidos e participação de OACI e OPEP+ no debate sobre soberania e ataques.

Como parte de uma ofensiva militar norte-americana no Caribe, a Venezuela anunciou a abertura de investigações sobre execuções extrajudiciais alegadamente relacionadas a ataques a supostas narcolanchas. O governo chavista afirma buscar bases legais e apoio político para responder à operação.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que familiares de vítimas participaram de uma reunião neste domingo. O país sustenta que não houve evidência de drogas a bordo, conforme declaração do ministro Tarek William Saab, que pediu que o mundo reconheça a legalidade da ação.

As informações oficiais indicam que já foram destruídas mais de 20 lanchas e que o número de mortos supera 80. O Congresso dos EUA pediu explicações, enquanto a Venezuela sugere deixar a CPI, citando críticas à atuação da instituição. Em paralelo, o país enviou carta à OPEP+ denunciando uso da força militar.

Contexto e desdobramentos

Saab alegou que as embarcações transportavam peixe e itens sem relação com drogas, destacando que o uso de força letal contra navios em águas internacionais exige autorização ou defesa própria. O governo venezuelano acusa Washington de violar soberania e de manipular informações.

Reações internacionais

Autoridades norte-americanas mantêm a narrativa de combate a cartel de drogas operando a partir do território venezuelano. Órgãos internacionais, como a OACI, foram acionados pela Venezuela para contestar alegações, enquanto o país considera medidas legais e diplomáticas para avançar suas prerrogativas.

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