- Em 29 de março, protestos em mais de duzentos locais da Tesla ocorreram globalmente contra Elon Musk e seu ativismo político.
- A União Europeia multou Apple em 500 milhões de euros e Meta em 200 milhões de euros por violação à Digital Markets Act.
- As sanções são as primeiras aplicadas sob o novo regime regulatório europeu para big tech.
- O estudo Thales 2025 Digital Trust Index aponta que nenhuma categoria de tecnologia teve aprovação superior a cinquenta por cento entre consumidores em quatorze países.
- O índice aponta queda de confiança e aumento da regulação internacional, sugerindo erosão da posição de Silicon Valley como referência de inovação e poder suave.
Protestos globais no dia 29 de março reuniram milhares de pessoas em mais de 200 locais da Tesla, cobrindo cidades na América do Norte, Europa, África, Ásia e Oceania. A mobilização questionou a atuação de Elon Musk e a influência da empresa no debate público. Paralelamente, a União Europeia abriu um novo capítulo regulatório ao aplicar multas a dois gigantes da tecnologia.
O objetivo dos atos foi criticar a ativação política de Musk e a relação da companhia com políticas públicas. Em algumas cidades, cartazes pediam medidas restritivas e exigiam maior transparência sobre decisões corporativas que impactam usuários e mercados.
Segundo organizadores, as ações ocorreram de forma simultânea em pontos de venda, centros de serviço e escritórios da Tesla, com apoio de movimentos civis e laborais. Não houve registro de confrontos graves até a última apuração.
Repercussões regulatórias e consequências
No mesmo período, a Comissão Europeia aplicou multas de 500 milhões de euros à Apple e 200 milhões de euros à Meta por violarem a Digital Markets Act. As sanções são as primeiras sob o novo marco regulatório, que visa coibir práticas consideradas anticompetitivas.
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, afirmou que as leis digitais devem ser aplicadas de forma uniforme, independentemente da origem das empresas. A fala sinaliza que a esfera digital passa por maior supervisão regulatória, com efeitos transnacionais.
Especialistas apontam que a queda de confiança em big techs se estende além dos EUA, com indicadores de pesquisa que mostram ceticismo crescente entre consumidores globais. A tendência tende a influenciar estratégias de mercado e governança corporativa.
A soma de protestos e ações regulatórias indica uma mudança de contexto: o poder de inovação associado ao Vale do Silício é cada vez mais observado sob a lente de responsabilidade, regulação e compatibilidade com políticas públicas locais.
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