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Pote saqueado do British Museum é devolvido a Gana em empréstimo de longo prazo

Ewer Asante, saqueado em mil oitocentos noventa e seis, pode ser emprestado por três anos ao Ghana no próximo ano, com reconhecimento da propriedade britânica

The current display in the York Army Museum with the Asante Ewer in the centre. An 1884 photograph of the ewer in the courtyard of the royal palace in Kumasi is in the background Photo: © The Art Newspaper
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  • O cántaro Asante Ewer, peça inglesa do século XIV com 62 cm, foi saqueado do palácio real de Kumasi em 1896 e acabou no British Museum.

O objeto já foi exibido no York Army Museum, e o British Museum reconheceu recentemente que é um item saqueado.

Ivor Agyeman-Duah, diretor do Manhyia Palace Museum, planeja viajar a Londres no início deste mês para fazer um pedido formal de empréstimo ao Ghana, em nome do Otumfuo Nana Osei Tutu II.

O British Museum estaria aberto a um empréstimo de longo prazo, possivelmente de três anos, o que implicaria reconhecer a propriedade britânica e dificultaria uma restituição permanente.

As relações entre museus de Londres e Kumasi são cooperativas, já houve empréstimos de artefatos saqueados, e a decisão sobre o destino da peça quando retornar envolve escolher entre galerias de África ou da Europa.

O The Asante Ewer, peça inglesa medieval de 62 cm, pode ganhar um empréstimo de longo prazo à Ghana (Asante) no próximo ano. A decisão envolve o Conselho do British Museum e autoridades de Kumasi, com a formalização prevista por meio de um pedido feito por Ivor Agyeman-Duah em nome do Otumfuo Nana Osei Tutu II. O empréstimo, se autorizado, seria de cerca de três anos.

O objeto foi saqueado do palácio real de Kumasi em 1896 e adquirido pelo British Museum, onde permanece. Recentemente, o museu reconheceu que o ewer é fruto de saque, e houve exibição em York Army Museum, com empréstimos a Manhyia Palace Museum desde o ano passado.

Contexto histórico e estado atual

O ewer, de fabricação inglesa entre 1340 e 1405, funciona como o maior vaso de bronze sobrevivente na tradição medieval europeia. Possui o brasão real e pode ter sido feito para um rei. Em Kumasi, já foi tratado como objeto sagrado antes de chegar ao Ocidente.

Desdobramentos e implicações

O acordo de empréstimo ampliaria relações entre museus britânicos e o Manhyia Palace Museum, já com cooperação recente. Aceitar o empréstimo implicaria reconhecer a propriedade britânica, o que dificultaria uma restituição permanente caso seja necessária. O futuro destino do objeto, se retornar ao British Museum, segue em debate entre galerias medievais e de África.

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