- Líderes da França e da Alemanha têm forte disposição de desenvolver juntos o caça de sexta geração Scaf, segundo o CEO da Safran.
- Relação tensa entre Dassault e a unidade alemã da Airbus ameaça o projeto, com relançamento de esforços para chegar a um acordo.
- A Safran, grande fabricante de motores, deve co-produzir turbinas para o avião e mantém cooperação com MTU Engines.
- Governo francês e governo alemão demonstram vontade política de Macron e Merz em fechar um acordo, buscando solução para a parceria.
- Scaf compete com o programa Tempest e envolve estudos de design de motor e preparação para cenários variados, incluindo opções de open fan e ducted.
O CEO da Safran afirmou que, apesar de rivalidades internas, há uma forte disposição de França e Alemanha em desenvolver juntos o caça de sexta geração Scaf. A entrevista ocorreu em Londres, durante visitas do executivo a ministros do governo do Reino Unido.
Segundo Olivier Andriès, as relações entre a Dassault e a unidade alemã da Airbus estão “muito tensas”, mas o objetivo político de manter o acordo persiste. O presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, estariam determinados a fechar um entendimento para viabilizar o programa.
O Scaf, ainda em estágio de concepção, pretende unir capacidades furtivas a sistemas eletrônicos avançados e pode operarar lado a lado de drones. O projeto compete com o Global Combat Air Programme, também europeu, e com iniciativas lideradas pelo Reino Unido, Itália, Japão e Estados Unidos.
Situação atual e cooperação técnica
A Safran lidera o fornecimento de turbinas para o novo caça, com cooperação já estabelecida com a MTU Engines na distribuição de responsabilidades. Andriès destacou que a empresa avalia diferentes cenários de design, incluindo aberturas de ventilação aberta e opções de duto ortodoxo, preparando-se para eventuais escolhas dos fabricantes.
A companhia mantém diálogo contínuo com as partes envolvidas, buscando um caminho que permita avançar o Scaf sem atrasos, mesmo diante de atritos entre as nações parceiras. Em paralelo, a Safran continua avaliando investimentos e a participação de seus escritórios no Reino Unido, onde emprega centenas de profissionais.
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