- O Kremlin afirmou que forças russas tomaram Pokrovsk, na Ucrânia, enquanto Kiev nega a queda total e diz que a cidade permanece com parte sob controle.
- Vladimir Putin apareceu de uniforme em um centro de comando e elogiou a captura como “importante” para as tarefas da operação militar, antes de reunião com a delegação dos Estados Unidos.
- A comitiva norte-americana, liderada por Steve Witkoff e com Jared Kushner, chegou a Moscou para discutir um possível acordo de paz; negociações também envolvem revisões de um plano de paz de 28 pontos.
- Em Paris, o presidente ucraniano Volodimir Zelenski disse que a versão atualizada da proposta de paz “parece melhor”, mas que o processo não acabou.
- Embora haja avanços russos em Pokrovsk, Kiev mantém controle da parte norte da cidade; analistas apontam resistência de Moscou a mudanças substanciais no documento de paz.
O Kremlin afirmou ter tomado Pokrovsk, cidade estratégica na Ucrânia, enquanto Kiev negou a queda total do território. Putin, vestido com farda, destacou a suposta vitória durante uma visita a um centro de comando na segunda-feira à noite. A declaração ocorreu na véspera da reunião com a delegação dos EUA, liderada por Witkoff, para discutir possíveis cenários de paz.
O chefe do Kremlin afirmou que a captura de Pokrovsk é “importante” e ajudará a cumprir os objetivos do que chamou de operação militar especial. Em resposta, o governo ucraniano afirmou que as forças continuam no controle da parte norte da cidade, rebatendo a afirmação russa.
Reunião com EUA e negociações de paz
A agenda de Moscou incluiu a reunião com a delegação dos EUA, que chega a Moscou após conversas com autoridades ucranianas na Flórida sobre revisões de um plano de paz. O objetivo é discutir um acordo que altere o cenário no terreno e nas negociações diplomáticas.
Paralelamente, Zelenskyy, em Paris, reconheceu avanços russos mas destacou que nenhuma operação foi bem-sucedida até o momento. Ele comentou que a versão atual do plano de paz parece mais interessante, mas ainda não está finalizada. Em Dublin, o presidente ucraniano também busca apoio europeu para o processo.
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