- O plano de paz de quarenta e oito pontos vazou em novembro e previa que a Ucrânia cedessem territórios estratégicos, reduzisse suas forças armadas, ficasse fora da OTAN e devolvesse ativos à Rússia.
- As propostas poderiam agravar tensões entre EUA e Europa e evidenciar uma diplomacia desconectada do bloco, aprofundando a desconfiança transatlântica.
- A gestão externa ficou centralizada, com Marco Rubio assumindo os cargos de secretário de Estado e conselheiro de segurança, o que reduziu a coordenação entre agências.
- Steve Witkoff, bilionário sem experiência em política externa, atuou como principal negociador; houve preocupações sobre sua atuação e contatos com interlocutores de Putin.
- Analistas associam a abordagem a um padrão transactional e questionam se interesses pessoais e de curto prazo pesaram sobre a estratégia de diplomacia, prejudicando relações internacionais.
O plano de paz de 28 pontos apresentado por Donald Trump, ainda envolvendo a ideia de acordo para a Ucrânia, vazou no fim de novembro. O documento foi visto como potencialmente prejudicial para a Ucrânia, exigindo ceder territórios orientais, reduzir forças, impedir entrada na OTAN e devolver ativos à Rússia. A divulgação também gerou críticas sobre a condução da diplomacia americana e o distanciamento em relação aos aliados europeus.
A administração Trump, segundo a análise, apresentava gestão centralizada, com Marco Rubio assumindo os cargos de secretário de Estado e conselheiro de segurança. A falta de coordenação entre agências e a divulgação sem consulta às partes vizinhas da região aparecem entre os principais problemas apontados. A participação de Witkoff, empresário sem experiência diplomática, é destacada como indicativo de um modelo de política externa mais personalizado.
Gestão centralizada e impactos diplomáticos
A centralização de decisões, conforme o levantamento, reforçou a percepção de improviso e de decisões baseadas no impulso do presidente, em vez de um aparato institucional robusto. A abordagem afetou a percepção dos parceiros europeus, que veem a relação transatlântica como fragilizada.
Perfil de Witkoff e controvérsias
Witkoff, responsável por negociações com a Rússia, é criticado por falta de preparo e de suporte institucional. Relatos indicam encontros com o presidente Vladimir Putin sem tradutor ou anotação oficial, além de sugestões de orientação para alinhar posições russas. A narrativa também aponta ligações com recentas iniciativas sobre Gaza para justificar o modelo de negociação.
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