- Putin ordenou a criação de uma zona de segurança ao longo da fronteira com a Ucrânia.
- Witkoff levou a Moscou um borrador de paz revisado, elaborado em conjunto com os EUA e a Ucrânia.
- A reunião ocorreu sem a presença de Marco Rubio.
- Kiev acusa Witkoff de diluir a narrativa russa; Kushner acompanhou o empresário na viagem.
- Foi discutido um cessar-fogo de trinta dias que não se concretizou.
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a criação de uma zona de segurança ao longo da fronteira com a Ucrânia, em meio a negociações sobre um novo caminho para encerrar o conflito. Em Moscou, Putin recebeu o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, que traz um borrador de paz revisado, elaborado em conjunto pelos Estados Unidos e Ucrânia em Genebra na semana anterior. Witkoff viajou acompanhado por Jared Kushner, ex-assessor próximo ao presidente americano. A reunião ocorreu sem a presença do secretário de Estado, Marco Rubio.
A versão atualizada do plano busca ampliar demandas já apresentadas pelos russos, o que mantém o impasse. Kiev acusa Witkoff de favorecer a narrativa de Moscou e de abranger elementos que comprometem a resistência ucraniana. Witkoff já atuava como elo entre Washington e Moscou, figura associada a Trump, e sua atuação é vista com ceticismo pela parte ucraniana.
Desdobramentos da reunião
Questionamentos sobre um cessar-fogo de 30 dias surgiram após o encontro, mas a trégua proposta não se materializou. Entre os participantes, Kushner participou de conversas restritas, enquanto Kellogg — outro enviado especial americano para a Ucrânia — foi impedido de atuar por Moscou e anunciará sua saída em janeiro de 2026. Em março, Putin chegou a adiar por mais de oito horas uma reunião prevista com Witkoff, que tem sido apontado como mais flexível aos interesses do Kremlin.
Witkoff, apesar de não ter experiência diplomática formal, tem atuado como consultor informal do Kremlin sobre como posicionar as negociações com Washington. O borrador anterior, de 28 pontos, era visto como próximo às exigências russas, deixando a Ucrânia em posição de maior capitulação. A atual etapa envolve recalibrar o texto para um cenário que possa ser apresentado como avanço, embora não haja confirmação de um acordo efetivo.
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