- A FIFA anunciou a criação de um prêmio de paz, a ser concedido anualmente, com anúncio do vencedor previsto para dezembro durante cerimônia em Washington.
- Um comitê de responsabilidade social ficará responsável por propor o “processo” de escolha dos vencedores, mas não se reunirá antes do anúncio deste ano.
- O chair do comitê é Zaw Zaw, presidente da federação de Myanmar, cuja trajetória gerou ceticismo por vínculos com o regime e histórico de sanções.
- Observadores apontam que o anúncio feito por Gianni Infantino, sem participação formal do conselho da FIFA, pode indicar favoritismo institucional.
- Internamente, o prêmio é visto como equivalente ao prêmio do presidente da UEFA, sugerindo que Infantino terá influência decisiva na escolha.
A FIFA informou o lançamento de um prêmio de paz, a ser entregue anualmente, com Gianni Infantino no papel central. A escolha do vencedor deverá envolver uma nova comissão de responsabilidade social, criada para desenhar o processo de seleção, cuja atuação formal pode começar apenas após o anúncio do ganhador deste ano.
O comitê terá Zaw Zaw como chair, atual presidente da federação de futebol de Myanmar. O histórico do empresário, incluindo sanções da UE e dos EUA e ligações com o regime militar, alimenta críticas sobre a neutralidade e a independência do processo.
Observadores indicam que a iniciativa de anunciar o prêmio fora da estrutura da FIFA pode sinalizar favoritismo institucional. A imprensa aponta que a própria FIFA enxerga o prêmio como uma espécie de reconhecimento relevante, semelhante a atribuição de prêmios em outras entidades.
Zaw Zaw já foi citado em documentos diplomáticos como figura próxima ao regime birmanês, com vínculos a setores como cimento e joias. A federação de Myanmar não respondeu a solicitações de comentário sobre o tema.
Especialistas de direitos humanos destacam a necessidade de clareza sobre a governança do novo processo. A FIFA grava o papel central do comitê, mas sem participação formal antes do anúncio deste ano, gerando dúvidas sobre a transparência.
A FIFA não divulgou detalhes sobre critérios de elegibilidade ou metodologia de seleção. A entidade segue sem confirmar data de composição completa da comissão, nem cronograma formal para etapas futuras do processo.
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