- A Irish Council for Civil Liberties (ICCL) apresentou à Data Protection Commission (DPC) da Irlanda uma queixa contra a Microsoft, alegando processamento de dados pelo Exército de Israel que violaria o GDPR.
- A ICCL afirma que o processamento facilitou crimes de guerra e genocídio, e que houve remoção de registos de interceptação de chamadas para ocultar provas.
- A DPC informou ter recebido a queixa e estar a avaliá-la; a Microsoft ordenou uma auditoria externa e suspendeu parcialmente o acesso do Unit 8200 a alguns serviços.
- Em agosto, reportagens indicaram que chamadas de palestinos teriam sido armazenadas na Azure, sob infraestrutura sediada na Irlanda, em operação de vigilância em massa pelo Exército de Defesa de Israel.
- A Microsoft disse ter iniciado revisão externa sobre a relação com o Unit 8200; o alcance das ações da DPC e as consequências ainda não são conhecidas.
A ICCL enviou uma queixa formal à Data Protection Commission da Irlanda contra a Microsoft, por suposto processamento de dados em benefício do Exército de Defesa de Israel e violação do GDPR. A DPC confirmou que recebeu a queixa e está a avaliá-la.
Relatos divulgados em agosto apontam que grandes volumes de chamadas de palestinos teriam sido armazenados na Azure, parte de uma operação de vigilância em massa vinculada ao exército israelense, com a Microsoft sediada na Irlanda.
O ICCL alega que o processamento facilitaria crimes de guerra e genocídio, incluindo a remoção de registos de intercepção para ocultar provas. A Microsoft ordenou auditoria externa e suspendeu parcialmente o acesso do Unit 8200 a alguns serviços, porém permanecem dúvidas sobre a extensão das medidas.
Estado da investigação
A DPC informou que está a analisar a queixa, sem detalhar prazos ou desdobramentos. A empresa não apresentou comentário completo, limitando-se a comunicar que auditora externa está em curso e que houve ações para restringir o acesso a partes da infraestrutura.
Contexto técnico
Documentos vazados sugerem que o Unit 8200 usou a infraestrutura de nuvem da Microsoft para armazenar conteúdos de comunicações palestinas, o que teria alimentado operações militares. A Microsoft abriu investigação interna e tomou medidas para reduzir a exposição de dados sensíveis.
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